BM&C NEWS
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

Entenda o que está acontecendo no Irã e por que o risco geopolítico voltou ao centro do mercado

Protestos deixam milhares de mortos, enfraquecem o regime e aumentam a probabilidade de ação militar dos EUA e de Israel

Renata NunesPor Renata Nunes
13/01/2026

O Irã vive uma das mais graves ondas de instabilidade interna das últimas décadas. Segundo a organização Human Rights Activists (HRANA), ao menos 2.003 pessoas morreram desde o início dos protestos antigoverno no país. Do total, cerca de 1.850 eram manifestantes, além de integrantes das forças ligadas ao governo, civis e menores de idade. O grupo também estima que mais de 16,7 mil pessoas foram presas.

A dimensão real da repressão ainda é incerta. As autoridades iranianas cortaram o acesso à internet e às linhas telefônicas em diversos momentos, isolando o país do exterior e dificultando a verificação independente das informações.

Os protestos começaram no final de dezembro, inicialmente motivados pela inflação elevada e pelo aumento abrupto de preços de alimentos básicos, como frango e óleo de cozinha. A insatisfação se espalhou rapidamente pelos bazares de Teerã e ganhou caráter nacional, evoluindo para manifestações mais amplas contra o regime.

A crise econômica foi agravada pela decisão do banco central iraniano de encerrar um programa que permitia a importadores acessar dólares a uma taxa subsidiada. O movimento provocou alta imediata nos preços, fechamento de lojas e reforçou a insatisfação popular, inclusive entre os bazaaris.

Crise de legitimidade e colapso institucional no Irã

Para o economista VanDyck Silveira, o Irã atravessa um momento de ruptura profunda, que vai além de uma crise econômica pontual. Segundo ele, o regime islâmico, no poder desde a Revolução de 1979, enfrenta uma perda irreversível de legitimidade.

“Nós estamos falando de um regime opressor, uma teocracia extremamente rígida, que já dura mais de 45 anos. O que vemos agora é a população deixando de acreditar que o regime funciona”, detalha.

Silveira destaca relatos de repressão extrema, incluindo execuções, corpos deixados nas ruas e pressão sobre famílias para que aceitem versões oficiais sobre as mortes.

“Existem relatos de cerca de 2.000 pessoas assassinadas pelo regime. Há corpos espalhados por Teerã e o governo tem coagido famílias a aceitarem versões falsas para poderem recuperar os corpos.”

Na avaliação do economista, mesmo que o regime siga formalmente operando, ele já perdeu o controle político e social sobre a população.

“O regime continua funcionando, mas sem qualquer poder real sobre a sociedade. É uma questão de tempo até que ele caia definitivamente.”

Risco de intervenção militar e impacto geopolítico

A fragilidade institucional do Irã elevou o risco de uma ação militar externa, especialmente por parte dos Estados Unidos e de Israel. O governo iraniano já sinalizou que reagirá em caso de intervenção, enquanto Washington avalia os desdobramentos da repressão violenta.

Leia Mais

LETRA FINANCEIRA B3

B3 lança indicador para Letras Financeiras e cria novo termômetro do crédito bancário

10 de fevereiro de 2026
Com seus 38,4 km de extensão sobre a água, a ponte da Louisiana, de 1956, virou a maior ponte contínua do mundo e um marco da engenharia americana

Com seus 38,4 km de extensão sobre a água, a ponte da Louisiana, de 1956, virou a maior ponte contínua do mundo e um marco da engenharia americana

10 de fevereiro de 2026

Para Silveira, o cenário atual cria uma janela estratégica para uma ação coordenada.

“Existe uma grande probabilidade de uma ação militar conjunta de Israel e dos Estados Unidos, aproveitando essa fraqueza institucional irreversível do Irã.”

Segundo ele, além da instabilidade interna, pesa no cálculo geopolítico o risco de avanço do programa nuclear iraniano.

“Colocar um fim à ditadura islâmica do Irã teria dividendos relevantes para a paz regional e impediria qualquer tentativa de desenvolvimento de armas nucleares.”

Na leitura do economista, uma intervenção direta poderia acelerar a queda de um regime já fragilizado internamente.

“Do ponto de vista do interesse nacional dos EUA e de Israel, ajudar a concluir esse processo estaria totalmente alinhado com seus objetivos estratégicos.”

Por que o Irã voltou ao radar global

O agravamento da crise iraniana adiciona mais uma frente relevante ao já complexo cenário geopolítico global, que envolve disputas no Oriente Médio, tensões energéticas e riscos sobre a oferta de petróleo.

Para os mercados, o desdobramento da crise no Irã pode ter impactos diretos sobre preços de commodities, percepção de risco global e fluxos financeiros, especialmente se houver escalada militar.

Enquanto isso, o país permanece sob forte repressão, com uma população cada vez mais distante do regime e um ambiente institucional que, segundo analistas, caminha para um ponto de ruptura.

PROTESTOS NO IRÃ

Créditos: depositphotos.com / YAY_Images

Leia

Governo discute reforma do FGC depois do episódio do Master, diz Haddad

Denúncias de crimes cibernéticos crescem 28% em 2025, mostra Safernet

IPCA DE JANEIRO
ECONOMIA

IPCA de janeiro fica em 0,33% e inflação em 12 meses sobe para 4,44%

10 de fevereiro de 2026

O IPCA de janeiro registrou alta de 0,33%, mesma variação observada em dezembro, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e...

Leia maisDetails
Créditos: depositphotos.com / thenews2.com
ECONOMIA

Mercado aguarda IPCA de janeiro; serviços aliviam no mês, mas núcleo ainda preocupa BC

9 de fevereiro de 2026

O mercado financeiro acompanha nesta terça-feira (10) a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro, primeiro...

Leia maisDetails
LETRA FINANCEIRA B3
MERCADOS

B3 lança indicador para Letras Financeiras e cria novo termômetro do crédito bancário

10 de fevereiro de 2026
HDDAD REFORMA FGC
ECONOMIA

Governo discute reforma do FGC depois do episódio do Master, diz Haddad

10 de fevereiro de 2026
DÓLAR E JUROS NOS EUA
ECONOMIA

Dólar e juros nos EUA: por que o Banco Central brasileiro está atento ao Fed

10 de fevereiro de 2026
IBOVESPA PODE SUBIR
Bolsa de Valores

Ibovespa pode subir em 2026? Gestor aponta o que observar

10 de fevereiro de 2026

Leia Mais

LETRA FINANCEIRA B3

B3 lança indicador para Letras Financeiras e cria novo termômetro do crédito bancário

10 de fevereiro de 2026

A B3 anunciou nesta terça-feira (10) o lançamento do Índice de Letra Financeira S1 DI B3 (ILFS1 B3), o primeiro...

HDDAD REFORMA FGC

Governo discute reforma do FGC depois do episódio do Master, diz Haddad

10 de fevereiro de 2026

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (10) que o episódio envolvendo o Banco Master evidenciou falhas relevantes...

DÓLAR E JUROS NOS EUA

Dólar e juros nos EUA: por que o Banco Central brasileiro está atento ao Fed

10 de fevereiro de 2026

O comportamento do dólar e juros nos EUA voltou ao centro das atenções dos investidores brasileiros. Em um cenário global...

IBOVESPA PODE SUBIR

Ibovespa pode subir em 2026? Gestor aponta o que observar

10 de fevereiro de 2026

O Ibovespa pode subir ao longo de 2026 impulsionado pela entrada de capital estrangeiro, expectativa de queda de juros e...

crimes ciberneticos

Denúncias de crimes cibernéticos crescem 28% em 2025, mostra Safernet

10 de fevereiro de 2026

As denúncias de crimes cibernéticos voltaram a crescer em todo o país no ano passado. A Central Nacional de Denúncias...

TÍTULOS SOBERANOS BRASILEIROS

Brasil capta US$ 4,5 bilhões em títulos soberanos no mercado internacional

10 de fevereiro de 2026

O Tesouro Nacional realizou a primeira emissão de títulos soberanos brasileiros no mercado internacional em 2026 e captou US$ 4,5...

Temporada de balanços: Motiva amplia margens, BB Seguridade mantém dividendos elevados e São Martinho cresce no lucro

10 de fevereiro de 2026

A temporada de resultados do quarto trimestre de 2025 segue trazendo sinais importantes para a leitura do mercado sobre 2026....

IPCA DE JANEIRO

IPCA de janeiro fica em 0,33% e inflação em 12 meses sobe para 4,44%

10 de fevereiro de 2026

O IPCA de janeiro registrou alta de 0,33%, mesma variação observada em dezembro, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e...

Créditos: depositphotos.com / thenews2.com

Mercado aguarda IPCA de janeiro; serviços aliviam no mês, mas núcleo ainda preocupa BC

9 de fevereiro de 2026

O mercado financeiro acompanha nesta terça-feira (10) a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro, primeiro...

Ibovespa a 150 mil pontos? Veja os vetores que podem explicar essa alta

Ibovespa fecha em forte alta, renova máxima histórica e sobe aos 186 mil pontos

9 de fevereiro de 2026

O mercado financeiro brasileiro encerrou o pregão desta segunda-feira (9) em tom amplamente positivo. O Ibovespa avançou com força, sustentado...

Veja mais

COPYRIGHT © 2025 BM&C NEWS. TODO OS DIREITOS RESERVADOS.

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar

Adicionar nova lista de reprodução

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA

COPYRIGHT © 2025 BM&C NEWS. TODO OS DIREITOS RESERVADOS.