A segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta feira, 14 de janeiro, resultou na apreensão de grande quantidade de dinheiro em espécie, armas, carros de luxo, joias, relógios importados, documentos e dispositivos eletrônicos. As imagens dos bens apreendidos foram divulgadas pela própria PF ao longo do dia.
As buscas fazem parte do aprofundamento das investigações que envolvem o Banco Master e seus controladores. Entre os alvos estão novamente o banqueiro Daniel Vorcaro, além de familiares próximos, como pai, irmã, cunhado e um primo ligado à instituição financeira.

Segundo a Polícia Federal, a apreensão de bens tem como objetivo preservar patrimônio para eventual ressarcimento de credores e auxiliar no rastreamento do fluxo financeiro do esquema investigado.
O mercado acompanha a operação que avança para além do núcleo do caso. Para Paulo Bittencourt, estrategista chefe da MZM Wealth, ainda é cedo para mensurar o alcance final das investigações. “É difícil, neste momento, fazer uma afirmação de onde a liquidação do Master e as investigações da Polícia Federal podem chegar. O Banco Central descobriu novas fraudes e informou à Polícia Federal mesmo após a decretação da liquidação do Master. O que já sabemos é que, além das fraudes no Banco Master e em gestoras parceiras, existem empresas de capital aberto com ações negociadas em bolsa que faziam parte do esquema. No mínimo, os investidores dessas ações devem se preparar para o pior”, avalia.
O que diz a defesa

Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro informou que tomou conhecimento das medidas de busca e apreensão e reafirmou a colaboração do empresário com as autoridades.
“A defesa informa que tomou conhecimento da medida de busca e apreensão e reafirma que Daniel Vorcaro tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes. Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência”, diz o comunicado. A defesa afirma que o banqueiro permanece à disposição para prestar esclarecimentos e reitera confiança no devido processo legal.
BRB vê avanço na recuperação de recursos
Como mais um desdobramento da nova fase da Operação Compliance Zero, o Banco de Brasília informou que o bloqueio de bens determinado pela Justiça pode contribuir diretamente para a recuperação de valores no processo de liquidação do Banco Master.
Em nota divulgada nesta terça feira, 14 de janeiro, o BRB informou que realizou reunião com o liquidante da instituição no início da semana e que segue atuando como credor.
“O BRB informa que realizou, na última segunda feira, 12, reunião com o liquidante do Master, avançando nas tratativas para reaver recursos que pertencem à instituição. Como credor na liquidação, o Banco respeita a ordem de prioridade dos demais credores, mas segue atuando com firmeza para recuperar todos os compromissos pendentes. A segunda fase da Operação Compliance Zero contribui para esse objetivo, pois o bloqueio de bens amplia as chances de devolução dos recursos ao BRB”, informou a instituição.













