Segundo a Pesquisa FIA – Lugares Incríveis para Trabalhar, mais da metade das empresas participantes (54,5%) esperam ampliar o número de colaboradores no ano que vem. 27,2% projeta um crescimento superior a 10%. Em contrapartida, apenas 4,1% das organizações pretendem reduzir o número de funcionários no ano que vem (nestes casos, a redução prevista é de no máximo 10%).
Para Lina Nakata, uma das responsáveis pelo levantamento e professora da FIA Business School, fatores somados ao controle da inflação e a queda nos níveis de desemprego do país justificam o ânimo das empresas.
“Os setores mais aquecidos da economia demandam mais mão-de-obra de forma tanto temporária quanto permanente, seguindo com as projeções de crescimento nas contratações para 2026”, comenta Nakata, explicando ainda que esse movimento nem sempre é uniforme.
“Setores como tecnologia, saúde, logística, energia e serviços especializados em geral, podem expandir seus quadros de modo mais sustentado no ano que vem e são também eles que demandam mão-de-obra mais qualificada”, acrescenta.
Desafios na gestão de pessoas em um ciclo de expansão
O crescimento do quadro de colaboradores traz, no entanto, desafios importantes para a gestão de pessoas. As empresas precisam focar não apenas em contratar mais colaboradores, mas também em cuidar da socialização; desenvolver talentos, gerenciar o desempenho e o ambiente, e, eventualmente, transformar sua cultura organizacional com foco na integração dos times. Tudo isso gera custos e demandas mais complexas que devem fazer as organizações avaliarem seus limites de crescimento.
Um dos reflexos diretos disso é o aumento da rotatividade dos funcionários. Com o mercado mais aquecido, há uma maior chance de os profissionais receberem ofertas e esse movimento demanda um esforço maior nas ações de fidelização de talentos. A rotatividade geral das empresas premiadas pela Pesquisa FIA – Lugares Incríveis para Trabalhar, por exemplo, foi de 35% este ano, em comparação com 31% em 2024.
Por outro lado, para enfrentar esses desafios, as organizações estão mostrando maior amadurecimento no planejamento da expansão e considerando cuidados com a saúde mental dos seus colaboradores.
“Desde 2020, quando passamos a medir o nível de estresse dos funcionários respondentes, a quantidade de pessoas com estresse excessivo e esgotamento mental tem apresentado uma leve queda nos últimos anos. As políticas de bem-estar são mais frequentes e mais efetivas. Isso melhora o cenário inclusive para que a empresa dê seus próximos saltos de crescimento”, diz Lina Nakata.
Em conjunto com o crescimento de vagas deve haver avanço nas práticas de RH, com acompanhamento contínuo da cultura e das necessidades de transformação das companhias. “As empresas precisam, por fim, fortalecer as lideranças para assegurar microambientes e ambientes mais seguros e de confiança, para assim poderem manter a qualidade das relações interpessoais em momentos de expansão”, conclui Nakata.
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