O noticiário corporativo desta terça-feira reúne movimentos relevantes entre empresas listadas na B3, com foco em alocação de capital, estrutura societária e desempenho operacional.
Entre os destaques estão o novo programa de recompra de ações aprovado pelo Hospital Mater Dei, o esclarecimento da Minerva sobre uma possível operação de fechamento de capital e a atualização operacional da MRV&Co, que mostrou avanço na produção de unidades em maio.
Mater Dei aprova recompra de até 9,3 milhões de ações
O Hospital Mater Dei aprovou seu quarto programa de recompra de ações. O plano permite a aquisição de até 9.307.045 ações ordinárias, o equivalente a 2,79% do total de papéis emitidos pela companhia e 16,11% das ações em circulação no mercado.
Segundo a companhia, o programa dá continuidade ao plano anterior e tem como objetivo maximizar a geração de valor ao acionista por meio de uma gestão eficiente da estrutura de capital. A empresa também afirmou que, na visão da administração, o preço atual das ações não reflete o valor dos ativos, nem a perspectiva de rentabilidade e geração de resultados futuros.
As ações recompradas poderão ser mantidas em tesouraria, canceladas, vendidas, utilizadas em planos de remuneração baseada em ações ou em eventuais aquisições. O prazo do programa começou em 1º de junho de 2026 e vai até 1º de dezembro de 2027, com duração de até 18 meses.
A recompra ocorre após um primeiro trimestre de melhora operacional. O Mater Dei registrou lucro líquido ajustado de R$ 36 milhões no período, avanço sobre os R$ 20 milhões apurados um ano antes. O Ebitda ajustado cresceu 34,6%, para R$ 130 milhões, enquanto a receita líquida subiu 15%, para R$ 575 milhões.
Minerva nega definição sobre fechamento de capital
A Minerva informou que não houve e não há qualquer definição sobre uma possível operação que poderia envolver o fechamento de capital da companhia. O esclarecimento foi enviado ao mercado após questionamento da Comissão de Valores Mobiliários.
A empresa afirmou que avalia continuamente alternativas estratégicas voltadas à otimização de sua estrutura societária e de capital, à geração de valor para os acionistas e ao melhor posicionamento nos mercados em que atua.
O posicionamento foi motivado por notícia publicada sobre uma possível oferta pública de aquisição de ações. Com o comunicado, a companhia buscou reduzir ruídos no mercado e reforçar que, até o momento, não há decisão tomada sobre eventual fechamento de capital.
MRV&Co eleva produção em maio
A MRV&Co informou que produziu 3.665 unidades em maio, acima da média mensal de 3.249 unidades registrada no primeiro trimestre. O volume representa crescimento de 12,8% em relação à média do primeiro trimestre e alta de 2,8% frente a abril, quando a produção havia sido de 3.563 unidades.
Os repasses somaram 3.408 unidades em maio, volume 24,2% superior à média mensal observada no primeiro trimestre. Na comparação com abril, o indicador apresentou queda de 3,4%. A companhia informou que os dados são preliminares e ainda não foram auditados.
A atualização operacional vem após a divulgação do balanço do primeiro trimestre. Entre janeiro e março, a MRV registrou prejuízo líquido de R$ 77,6 milhões, perda 78% menor em relação ao mesmo período de 2025. No critério ajustado, que exclui instrumentos financeiros sem efeito direto no caixa, o prejuízo foi de R$ 14,4 milhões, redução de 94,5% na comparação anual.

