As ações da C&A Brasil (CEAB3) figuraram entre as maiores altas do Ibovespa nesta quarta-feira (24), após avaliação positiva do Itaú BBA. Os papéis avançaram 8,87%, a R$ 10,68, impulsionados pela recomendação do banco.
A instituição reiterou a varejista como sua principal escolha no setor de consumo discricionário da América Latina, destacando o potencial de valorização diante dos fundamentos da companhia.
Desconto frente a pares chama atenção
Na avaliação do BBA, a ação está “irracionalmente barata”, negociando com desconto relevante em relação a concorrentes como a Lojas Renner (LREN3).
O banco também destacou a forte geração de caixa da empresa e a possibilidade de revisões positivas nas estimativas de resultados após o segundo trimestre.
Valuation e fluxo de caixa reforçam tese
Segundo a análise, a C&A negocia a cerca de 5,6 vezes o lucro estimado para 2026 e apresenta um rendimento de fluxo de caixa livre ao acionista (FCFE) de aproximadamente 14%.
Além disso, a companhia já executou cerca de metade de seu programa de recompra de ações e mantém um momento operacional considerado sólido.
Juros em queda ajudam o setor
O movimento positivo também foi favorecido pela queda dos juros futuros (DIs), que tende a beneficiar empresas de consumo, mais sensíveis ao custo do crédito.
Em um ambiente macroeconômico ainda incerto, o setor de varejo tem sido pressionado, mas o BBA avalia que, no caso da C&A, o preço atual não reflete adequadamente os fundamentos da empresa.
Risco de oferta de ações segue no radar
Apesar da visão otimista, o banco ressalta que a possibilidade de novas vendas de ações pelo acionista controlador — que ainda detém cerca de 30% da companhia — continua sendo um fator de atenção para o mercado.
Ainda assim, a recomendação reforça a percepção de que há espaço para valorização relevante, caso o cenário macro e os resultados operacionais evoluam de forma favorável.

