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2025: o ano em que a recuperação judicial virou regra no Brasil

Crédito caro, consumo fraco e gestão falha marcaram o ano

Renata NunesPor Renata Nunes
27/12/2025

O ano de 2025 expôs, com intensidade inédita, as fragilidades do ambiente corporativo brasileiro. Grandes recuperações judiciais, falências em série e o aumento expressivo de empresas em situação de estresse financeiro revelam um mercado pressionado por fatores internos e externos.

Além dos desafios domésticos, o tarifaço imposto pelos Estados Unidos comprometeu a competitividade nacional e atingiu diretamente praticamente todos os setores exportadores, agravando o cenário para empresas já fragilizadas.

Confirmando o clima de tensão, um estudo da SWOT Global Consulting aponta que o número de recuperações judiciais no Brasil deve superar três mil pedidos no fechamento de 2025, superando o recorde anterior de 2.273 solicitações registradas em 2024.

Recuperação judicial marca 2025 no Brasil, mas por que? 

Para o especialista em reestruturação empresarial e CEO da Excellance, Max Mustrangi, o país vive um momento de “estrangulamento duplo”.

“O cenário macroeconômico está desafiador. Grande parte da população está endividada e inadimplente, sendo obrigada a migrar para produtos mais baratos. Isso comprime margens e cria um efeito dominó que atinge todas as empresas, da indústria ao varejo”, afirma.

Segundo Mustrangi, quando esse ambiente hostil se soma a erros de gestão, decisões mal calculadas, expansão acelerada sem lastro financeiro e até fraudes internas, o risco sistêmico se intensifica.

“Estamos vendo uma bomba-relógio se formar, e ela já começou a estourar em alguns setores”, resume.

Recuperação judicial de grandes empresas reforçam alerta

Casos recentes evidenciam como até companhias consolidadas podem entrar em colapso. Os pedidos de recuperação judicial de Bombril, Ducoco e Montesanto Tavares, com dívidas estimadas em R$ 2,3 bilhões, R$ 670 milhões e R$ 2,13 bilhões, respectivamente, ilustram esse movimento.

Apesar de atuarem em segmentos distintos, as empresas enfrentaram um mesmo tripé de fragilidade: endividamento elevado, perda de competitividade e necessidade urgente de reorganização operacional para evitar a insolvência.

De acordo com Mustrangi, esses episódios mostram que escala e tradição não garantem proteção em um ambiente macroeconômico volátil.

“Governança, disciplina de caixa e estratégia de longo prazo são determinantes para atravessar períodos de turbulência. Quando esses pilares se deterioram simultaneamente, a recuperação judicial deixa de ser alternativa e passa a ser inevitável”, afirma.

Crescimento acelerado e risco de alavancagem excessiva

O caso da Ambipar aprofunda o debate ao expor os riscos do crescimento acelerado sem capacidade adequada de integração. A empresa expandiu agressivamente sua atuação global por meio da aquisição de dezenas de companhias, mas acumulou uma dívida superior a R$ 11 bilhões.

Segundo o especialista, a combinação entre complexidade operacional crescente, elevação do custo fixo e perda de tração no caixa tornou o colapso previsível.

“É um exemplo clássico de expansão sem análise adequada de risco. A empresa incorporou negócios fragilizados, elevou custos e não estruturou uma governança capaz de sustentar o tamanho que criou”, avalia Mustrangi.

O caso Oi e a disputa entre credores

A Oi representa um dos episódios mais emblemáticos da história corporativa recente. Após ingressar em recuperação judicial em 2016 e não conseguir se reequilibrar, a companhia voltou ao processo em 2023, tornando-se a primeira “RJ da RJ” do país.

Sem capacidade de retomada operacional, teve a falência decretada pela Justiça do Rio de Janeiro. Posteriormente, Itaú e Bradesco pediram a reversão da falência para minimizar perdas, pedido que foi aceito.

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Mustrangi explica que a disputa não envolve a recuperação da empresa, mas a preservação de valor residual.

“Na falência, os bancos vão para o fim da fila dos credores. Na recuperação judicial, têm prioridade. Não se trata de salvar a empresa, mas de reduzir o tamanho do prejuízo”, explica.

2026 pode ser ainda mais desafiador para as empresas

Se 2025 já impôs desafios relevantes ao ambiente corporativo, 2026 tende a ser ainda mais difícil. O avanço da dívida pública, somado ao calendário eleitoral, deve aumentar a pressão sobre as contas do governo, elevando o risco fiscal e ampliando a volatilidade do câmbio e dos juros.

Esse ambiente tende a encarecer o crédito, reduzir investimentos e comprometer a capacidade de captação das empresas. Além disso, o movimento de retração do crédito observado ao longo de 2025 não dá sinais claros de reversão no próximo ano.

“As empresas já estão asfixiadas, e esse cenário deve persistir. A oferta de crédito encolheu, o que sufoca principalmente as pequenas empresas”, afirma o CEO da Excellance.

Estratégia defensiva ganha prioridade

Diante desse cenário, o especialista defende uma postura conservadora por parte das empresas.

“O momento exige controle rigoroso de caixa e custos operacionais. Não é hora de buscar crescimento sem análise profunda dos riscos. É hora de ser formiguinha e deixar as cigarras cantarem, porque o inverno vai chegar para todos”, conclui.

RECUPERAÇÃO JUDICIAL MARCOU 2025

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