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Eles desafiam a pressão da água para erguer estruturas gigantescas no fundo do mar

Ryan Cardoso Por Ryan Cardoso
19/12/2025
Em ECONOMIA, ÚLTIMAS NOTÍCIAS

A construção subaquática é um dos maiores desafios da engenharia, mas raramente o trabalho é feito debaixo d’água. A solução é criar um ambiente de trabalho seco no meio do rio ou mar usando uma estrutura temporária chamada ensecadeira.

Como funciona a construção subaquática sem que ninguém se molhe?

O segredo é isolar a área de trabalho da água. Para isso, os engenheiros cravam estacas-prancha de aço no leito do rio, formando uma barreira. Essas estacas possuem um sistema de interligação que minimiza a infiltração, criando uma caixa estanque em torno do local da futura fundação.

Eles desafiam a pressão da água para erguer estruturas gigantescas no fundo do mar
Preparando a construção para uma estrutura subaquática

Para fincar as estacas no solo, um bate-estacas utiliza vibrações de alta frequência que liquefazem temporariamente o solo ao redor, permitindo que as enormes peças de aço penetrem até atingir o leito rochoso. Com a barreira montada, a água de dentro é bombeada para fora, revelando um canteiro de obras seco.

Passos para erguer a ensecadeira:

  • Cravação de estacas-guia para orientação.

  • Instalação das estacas-prancha interligadas.

  • Bombeamento da água para criar a área de trabalho seca.

Quais são os maiores desafios após a água ser bombeada para fora?

Uma vez seca, a ensecadeira enfrenta um novo inimigo: a imensa pressão da água do lado de fora, que tenta esmagá-la para dentro. Para resistir a essa força colossal, os engenheiros instalam um sistema de contraventamento interno, com escoras de aço que travam as paredes.

Mesmo com a barreira, a água continua tentando infiltrar por baixo, através do solo. Por isso, bombas de sucção precisam funcionar 24 horas por dia para garantir que o local permaneça seco. Qualquer falha nesse sistema poderia inundar o canteiro e comprometer toda a operação.

Principais desafios a serem superados:

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  • Pressão externa da água: Risco de colapso da estrutura para dentro.

  • Infiltração pelo solo: Necessidade de bombeamento contínuo.

  • Estabilidade do solo: Exige um estudo geotécnico prévio para evitar falhas.

Como a fundação é construída no leito rochoso seco?

Com a área seca e segura, a construção da fundação começa. Primeiro, o solo mole é removido até expor a rocha sólida. Em seguida, uma camada de concreto de vedação é aplicada no fundo para criar uma base impermeável e impedir novas infiltrações por baixo.

Para entender os bastidores das grandes obras civis no mar, selecionamos este vídeo do canal JAES Company Português. Nele, você descobrirá as técnicas fascinantes que os engenheiros utilizam para remover a água e construir pilares de pontes em meio às correntes oceânicas:

Para essa concretagem, utiliza-se o método tremie: um longo tubo leva o concreto até o fundo, preenchendo o espaço de baixo para cima. Isso garante que o concreto não se misture com a água residual, mantendo sua máxima resistência. Com a base pronta, a armação de aço do pilar é montada e a estrutura final é concretada.

Leia também: Eles guardam a sete chaves o segredo para produzir a cor mais cara e cobiçada do mundo

Qual a diferença entre construir em terra e no mar?

A principal diferença não está na construção do pilar em si, mas em todo o complexo trabalho preparatório para criar um ambiente de trabalho viável. A engenharia civil em projetos de grande porte, como pontes e plataformas, segue normas rigorosas para garantir a segurança, como as estabelecidas pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA).

Essas obras também interagem diretamente com os recursos hídricos, exigindo um planejamento que considera o impacto ambiental e a dinâmica dos rios, áreas de atuação da Agência Nacional de Águas (ANA). A tabela abaixo resume as diferenças cruciais no processo de fundação.

Etapa Fundação em Terra Fundação Subaquática (com ensecadeira)
Preparação do Terreno Escavação direta no solo seco. Construção de uma barreira (ensecadeira) e bombeamento.
Desafios Principais Estabilidade do solo e lençol freático. Pressão da água, infiltração e logística marítima.
Custo e Complexidade Significativamente menor e mais simples. Altíssimos, devido à estrutura temporária e riscos.

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