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Cenário tem desaceleração de depesa e repique na inflação

Redação BM&C NewsPor Redação BM&C News
13/10/2025

O economista VanDyck Silveira avalia que a recente desaceleração das despesas do governo é apenas aparente, já que os gastos parafiscais seguem em forte expansão. Embora o discurso oficial indique um controle maior dos gastos públicos, o aumento da liquidez por meio de fundos e créditos especiais preocupa o mercado, principalmente diante do repique inflacionário observado nos últimos meses.

Segundo o analista, o governo tem reduzido os gastos fiscais diretos, mas compensado essa redução com o uso de recursos parafiscais que não entram no orçamento corrente. Essa prática, de acordo com VanDyck, cria uma percepção ilusória de disciplina fiscal e pode intensificar as pressões inflacionárias em um contexto de juros altos e incerteza política.

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Para VanDyck, o governo tenta demonstrar controle das despesas públicas, mas o comportamento da economia revela o contrário. O economista explicou que o gasto fiscal teve uma leve diminuição, mas o gasto parafiscal aumentou de forma acelerada. Esses recursos vêm de fundos já contabilizados em anos anteriores, o que permite ao governo utilizá-los novamente sem afetar o limite fiscal atual.

Essa dinâmica amplia o nível de liquidez na economia, conhecido como M2, indicador que mede a oferta monetária mais ampla, incluindo depósitos e aplicações de curto prazo. Enquanto o M1, controlado pelo Banco Central, abrange o dinheiro em circulação e depósitos à vista, o M2 é influenciado por instrumentos parafiscais. Segundo VanDyck, esses fundos estão sendo usados de forma liberal, o que causa preocupação em relação à estabilidade do sistema.

O efeito prático é que a aparente desaceleração das despesas é compensada por um aumento de liquidez, que alimenta a inflação e enfraquece os esforços do Banco Central para estabilizar os preços. O economista afirmou que o gasto oficial pode até diminuir, mas o parafiscal está em ritmo de crescimento, o que representa um risco real para o equilíbrio fiscal.

Inflação, impostos e busca por equilíbrio fiscal

VanDyck destacou que o governo enfrenta um dilema fiscal: cortar gastos, aumentar impostos ou aceitar o avanço da inflação. Na visão do economista, o governo tem adotado uma combinação dessas estratégias, com aumento de impostos e tolerância à inflação como meio de financiar despesas. Essa escolha, segundo ele, é insustentável a longo prazo, pois eleva a carga tributária sem conter a expansão dos gastos ocultos.

Mesmo com uma taxa de juros em torno de 15% ao ano, o economista afirma que o governo não consegue gerar receita suficiente para sustentar a política de redistribuição de renda. Ele avalia que essa é a principal bandeira do atual governo e que o aumento de impostos tem sido utilizado para compensar a ausência de políticas estruturais de crescimento e produtividade.

Quais são as implicações políticas e econômicas dessa desaceleração?

Na análise de VanDyck, a desaceleração ocorre em um momento de forte carga política, com as eleições de 2026 se aproximando. O governo evita adotar medidas impopulares, como reformas estruturais e cortes mais profundos, para não prejudicar sua base eleitoral. Essa postura, segundo o economista, compromete o equilíbrio fiscal de médio prazo e amplia o risco de uma crise nas contas públicas.

O economista lembrou que ainda faltam cerca de 46 bilhões de reais para fechar o orçamento do próximo ano, e sem aumento de impostos e inflação o governo não conseguirá cobrir esse déficit. Ele alerta que a arrecadação tende a ser reforçada sobre um grupo reduzido de contribuintes, o que pode gerar distorções e afetar a confiança no ambiente de negócios.

O risco de estagnação econômica

Com o consumo sustentado artificialmente e a inflação retomando força, o país pode caminhar para um cenário de estagnação. A combinação de juros elevados, incerteza fiscal e aumento da liquidez reduz o espaço para o crescimento econômico sustentável. O economista afirma que o governo não conseguiu desenvolver novas frentes de política pública e que a estratégia atual continua baseada em gasto e consumo de curto prazo.

Para VanDyck, a desaceleração dos gastos não resolve os desequilíbrios estruturais, pois não é acompanhada de reformas administrativas e tributárias. Ele defende que o controle das despesas deve ser transparente e voltado à eficiência, evitando o uso excessivo de mecanismos parafiscais que mascaram a realidade fiscal e fragilizam a credibilidade do país.

Perspectivas para o cenário fiscal

O quadro descrito por VanDyck é de uma economia que tenta conter gastos formais enquanto amplia gastos indiretos. Essa prática pode gerar uma sensação de estabilidade no curto prazo, mas aumenta o risco de deterioração fiscal no médio prazo. O economista enfatizou que o governo precisa encarar o problema de forma direta, adotando medidas consistentes para reequilibrar o orçamento e fortalecer a confiança dos agentes econômicos.

Enquanto o governo busca postergar os custos fiscais para o próximo mandato, o mercado permanece atento à evolução da inflação e às medidas de arrecadação. A manutenção da confiança dependerá da capacidade de adotar políticas claras e sustentáveis, que evitem distorções e garantam o controle da liquidez no sistema financeiro.

Assista na íntegra:

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(Foto: depositphotos.com / emissu)

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Segundo o analista, o governo tem reduzido os gastos fiscais diretos, mas compensado essa redução com o uso de recursos parafiscais que não entram no orçamento corrente. Essa prática, de acordo com VanDyck, cria uma percepção ilusória de disciplina fiscal e pode intensificar as pressões inflacionárias em um contexto de juros altos e incerteza política.

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