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De sell-off a prejuízo da Petrobras: semana intensa nos mercados

Foi um começo de semana agitado nos mercados. Na segunda-feira abrimos as negociações na bolsa brasileira depois de assistir a um circuit breaker e um fechamento negativo em 12% na bolsa do Japão. Poderia ser um indicativo de novas baixas expressivas, mas por aqui o Ibovespa perdeu pouco. No dia seguinte ao sell-off, surpresa: o pequeno gigante asiático devolveu quase todas as perdas. “A recuperação veio com falas do BOJ (Banco do Japão) de que não haverá aumento de juros no curto prazo”, analisa o trader Marco Prado, apresentador na BM&C News. Ele lembra que o revés pode ajudar os investidores: “O mercado teme uma possível recessão nos EUA e este fator trouxe apenas duas opções para o FED na próxima reunião: ou cortar, ou cortar os juros. A falta de atitude de Jeromy Powell foi diretamente responsável pelo até então fracasso na evolução da economia americana”.

A temporada de resultados segue fazendo preço na bolsa brasileira e os números positivos do Bradesco sustentaram uma alta no papel, que durou toda semana. O Itaú apresentou números fortes, mas os investidores preferiram vender o papel, que se desvalorizou num primeiro momento. 

O trader Marco Prado, apresentador da BM&C News

Capítulo a parte mereceu a Petrobras. A gigante brasileira do petróleo teve um trimestre de prejuízo, depois de mais de 4 anos operando no lucro. Apesar disso, os dividendos do trimestre estão garantidos, o que garantiu que as ações fechassem perto da estabilidade. 

Ata do Copom

A semana ainda teve indicações técnicas do Conselho de Política Monetária. “A ata do BC mostrou firmeza na condução da nossa política monetária e passou a bola para o governo, solicitando um compromisso fiscal maior. Um fator preocupante foi o IPCA de hoje sair acima da projeção e deixar nossa meta de inflação do limite 4,5% anual”, aponta Prado.

Dólar

O dólar variou bastante, chegou a valer R$ 5,80, mas fechou perto dos R$ 5,50. “O câmbio com forte volatilidade derreteu com a demanda por carry trade, favorecendo os países emergentes”, analisa o trader. “A boa notícia é que com o sobe e desce dos ativos surge um oceano de oportunidades e os pouquíssimos bons operadores tem surfado essa onda com a mesma maestria do nosso campeão de bronze. Parabéns pela medalha”, conclui. 

De sell-off a prejuízo da Petrobras: semana intensa nos mercados