BM&C NEWS
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • COLUNA
  • MERCADO DE CAPITAIS
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • COLUNA
  • MERCADO DE CAPITAIS
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

PIB da China desacelera e expõe fraqueza do consumo interno

Crescimento de 4,3% no segundo trimestre revela contraste entre a força da indústria e das exportações e a perda de ritmo dos imóveis, dos investimentos e da demanda das famílias.

Redação BM&C NewsPor Redação BM&C News
28/07/2026

O PIB da China cresceu 4,3% no segundo trimestre de 2026, após avançar 5% nos três primeiros meses do ano. Com o resultado, a atividade econômica acumulou expansão de 4,7% no primeiro semestre, em um cenário de perda de ritmo do consumo das famílias, dos investimentos e do mercado imobiliário.

Em entrevista ao Global Wallet, da BM&C News, o especialista em negócios entre Brasil e China e fundador da Destino China, Té Santana, afirmou que a desaceleração deve ser analisada diante do tamanho da economia chinesa. O país encerrou 2025 com um PIB próximo de 140 trilhões de yuans, equivalente a cerca de US$ 20 trilhões, e representa aproximadamente 17% da economia mundial.

“A notícia não é que a China deixou de crescer, mas que perdeu um pouco de velocidade”, resume Té Santana.

Indústria e exportações sustentam a atividade

A composição do PIB mostra comportamentos distintos entre os principais motores da economia. Enquanto a indústria e as exportações continuam sustentando parte do crescimento, o consumo doméstico, os imóveis e os investimentos apresentam desempenho mais fraco.

Esse contraste revela duas dinâmicas dentro do país: uma economia industrial, tecnológica e exportadora que mantém capacidade de expansão e outra ligada ao mercado imobiliário e à demanda das famílias, que avança com maior cautela. A dependência das vendas externas também aumenta a exposição chinesa a tarifas e barreiras comerciais.

“Por dentro ainda existem praticamente duas Chinas: uma China de tecnologia industrial, exportadora, de avanço rápido, que a gente conhece, e a outra é ligada ao mercado imobiliário e ao consumo das famílias”, explica Té Santana.

Mercado imobiliário afeta a confiança das famílias

O modelo que impulsionou a economia chinesa durante décadas foi sustentado por investimentos, construção, infraestrutura e expansão industrial. A partir das reformas iniciadas no fim dos anos 1970, o país passou a combinar planejamento estatal, abertura ao capital estrangeiro, iniciativa privada e competição entre províncias pela atração de fábricas e projetos.

Leia Mais

GERALDO ALCKMIN

PSB oficializa Geraldo Alckmin como candidato a vice na chapa de Lula

29 de julho de 2026
LULA

Lula diz que Brasil não pretende entrar em confronto com EUA e China: “não sou louco”

29 de julho de 2026

Ao longo desse processo, os imóveis se consolidaram como uma das principais formas de armazenamento de riqueza das famílias. A queda dos preços e os problemas enfrentados por incorporadoras reduziram a percepção patrimonial dos consumidores, que passaram a adiar viagens, compras de veículos e outras despesas de maior valor.

“Antes, a China precisava construir fábricas, cidades, infraestrutura. Agora, ela precisa aumentar a confiança das famílias e convencê-las a consumir mais”, avalia Té Santana.

Baixo consumo amplia o risco de desaceleração

A elevada taxa de poupança das famílias chinesas está relacionada à necessidade de financiar educação, saúde, aposentadoria e eventuais períodos de desemprego. Com a menor confiança na economia e a perda de valor dos imóveis, os consumidores aumentam a cautela e reservam uma parcela maior da renda para emergências.

A redução do consumo afeta as receitas das empresas, limita investimentos, contratações e salários e pode aumentar novamente a insegurança financeira. Para interromper esse movimento, o governo precisa fortalecer a proteção social, apoiar o emprego e ampliar a renda disponível, permitindo que o mercado interno absorva uma parcela maior da produção nacional.

“Pode surgir um ciclo difícil, de baixo consumo, preços pressionados para baixo, lucros menores e menos empregos”, alerta Té Santana.

Brasil pode avançar além das commodities

A transformação da economia chinesa abre espaço para empresas brasileiras ampliarem sua atuação no país. Além das exportações de soja, minério e petróleo, o Brasil pode atender à demanda por café, carnes, frutas, bebidas, cosméticos, ingredientes naturais, turismo, esporte e entretenimento.

As companhias brasileiras, no entanto, ainda concentram sua presença na venda de matérias-primas e exploram pouco o valor associado a marcas, experiências e atributos de origem. No caso do café, por exemplo, o potencial de receita não está apenas no produto transportado, mas na construção de uma identidade reconhecida pelo consumidor chinês.

“O maior valor não está necessariamente dentro do contêiner. Ele está numa marca que o consumidor pode reconhecer”, observa Té Santana.

Produtos exigem adaptação ao consumidor chinês

A entrada no mercado chinês exige ajustes de embalagem, preço, sabor, nome, canais de venda e estratégia de comunicação. O consumidor utiliza plataformas como WeChat, Douyin e Xiaohongshu para consultar avaliações, assistir a vídeos, acompanhar transmissões ao vivo e verificar informações sobre a origem dos produtos.

No segmento de café, parte do público prefere bebidas doces, geladas e combinadas com leite, frutas ou coco. Empresas voltadas a consumidores de maior renda podem explorar informações sobre a fazenda, a altitude, o método de colheita e a região produtora, além de desenvolver embalagens adequadas para presentes.

“Não basta simplesmente pegar esse café, traduzir o rótulo e colocar numa plataforma chinesa. O produto pode ser excelente e, mesmo assim, não vender nada”, ressalta Té Santana.

Tecnologia deve orientar a próxima fase da China

A próxima etapa da economia chinesa tende a depender menos da construção, da mão de obra de baixo custo e das exportações em massa. O crescimento deverá ser sustentado por produtividade, inteligência artificial, robótica, semicondutores, veículos elétricos, baterias, energia renovável e serviços voltados à população idosa.

A China possui capacidade industrial e escala para aplicar inteligência artificial em fábricas, hospitais, sistemas logísticos, veículos autônomos e plataformas digitais. Ao mesmo tempo, o país enfrenta restrições ao acesso a chips avançados, envelhecimento populacional, tensões com os Estados Unidos e riscos de excesso de capacidade em alguns setores.

“Provavelmente, o grande vencedor ainda não está apenas em quem cria a inteligência artificial mais sofisticada. Vai ser realmente quem conseguir transformar isso em algo barato, útil e acessível para milhões de empresas e consumidores”, projeta Té Santana.

Menor crescimento não elimina a capacidade de inovação

Mesmo com taxas de expansão inferiores às registradas nas últimas décadas, a China deve continuar avançando em tecnologia, produtividade e construção de marcas globais. O desafio será substituir parte do crescimento baseado em investimentos e imóveis por uma economia mais apoiada no consumo, na inovação e em produtos de maior valor agregado.

Para as empresas brasileiras, acompanhar essa mudança será necessário para identificar oportunidades comerciais, tecnológicas e de investimento. A relação bilateral tende a continuar apoiada nas commodities, mas poderá incluir novas formas de cooperação em energia, infraestrutura, indústria, alimentos processados e desenvolvimento conjunto de produtos para os mercados asiático e latino-americano.

 

Foto: Reprodução BM&C NEWS
Foto: Reprodução BM&C NEWS

Foto: Reprodução BM&C NEWS Foto: Reprodução BM&C NEWS

Leia

Pernambucanas anuncia nova liderança com troca no comando

Argentina descarta rompimento com Brasil em meio a tensão política

Ibovespa cai com bancos após decisão do Fed e divergência interna

PRESIDENTE LULA
Eleições 2026

Lula lidera cenários de segundo turno, mostra pesquisa Atlas/Bloomberg

29 de julho de 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera os principais cenários de segundo turno testados pela pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta...

Leia maisDetails
coreia do sul e brasil
INTERNACIONAL

Brasil e Coreia do Sul aceleram acordo comercial com o Mercosul

28 de julho de 2026

O Brasil e Coreia do Sul decidiram acelerar as negociações para um acordo comercial entre o país asiático e o...

Leia maisDetails
Pernambucanas planeja investir R$300 mi em 2022
EMPRESAS E NEGÓCIOS

Pernambucanas anuncia nova liderança com troca no comando

29 de julho de 2026
1 ano de Milei: economia argentina avança e deixa lições para o Brasil, diz economista
INTERNACIONAL

Argentina descarta rompimento com Brasil em meio a tensão política

29 de julho de 2026
IBOVESPA
MERCADOS

Ibovespa cai com bancos após decisão do Fed e divergência interna

29 de julho de 2026
GERALDO ALCKMIN
Eleições 2026

PSB oficializa Geraldo Alckmin como candidato a vice na chapa de Lula

29 de julho de 2026

Leia Mais

Pernambucanas planeja investir R$300 mi em 2022

Pernambucanas anuncia nova liderança com troca no comando

29 de julho de 2026

O Conselho de Administração da Pernambucanas aprovou, por unanimidade, uma nova composição para a liderança da companhia, marcando uma transição...

1 ano de Milei: economia argentina avança e deixa lições para o Brasil, diz economista

Argentina descarta rompimento com Brasil em meio a tensão política

29 de julho de 2026

O chanceler da Argentina, Pablo Quirno, afirmou nesta quarta-feira (29) que “não há nenhuma chance” de rompimento das relações com...

IBOVESPA

Ibovespa cai com bancos após decisão do Fed e divergência interna

29 de julho de 2026

O Ibovespa encerrou a sessão desta quarta-feira em queda de 1,52%, aos 173.885,34 pontos, pressionado principalmente pelo desempenho negativo das...

GERALDO ALCKMIN

PSB oficializa Geraldo Alckmin como candidato a vice na chapa de Lula

29 de julho de 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta quarta-feira (29) da convenção do PSB que oficializa Geraldo Alckmin como...

Plataforma da Petrobras

Produção da Petrobras cresce 14,4% no segundo trimestre

29 de julho de 2026

A produção média da Petrobras alcançou 3,308 milhões de barris de óleo equivalente por dia no segundo trimestre de 2026. O...

LULA

Lula diz que Brasil não pretende entrar em confronto com EUA e China: “não sou louco”

29 de julho de 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (28) que o Brasil não pretende entrar em confronto com...

DANIEL VORCARO

STF autoriza PF a rastrear bens de Daniel Vorcaro no exterior

29 de julho de 2026

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta terça-feira (28), a Polícia Federal a iniciar o rastreamento de...

PRESIDENTE LULA

Lula lidera cenários de segundo turno, mostra pesquisa Atlas/Bloomberg

29 de julho de 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera os principais cenários de segundo turno testados pela pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta...

FED

Fed decide juros nesta quarta sob incerteza, pressão inflacionária e risco de votos dissidentes

29 de julho de 2026

O Federal Reserve anuncia nesta quarta-feira (29) sua nova decisão de política monetária. A principal expectativa do mercado é de...

Créditos: depositphotos.com / KLYONA

Zelensky e Trump discutem produção de mísseis e paz

28 de julho de 2026

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta terça-feira (28) que teve uma “boa reunião” com o presidente dos Estados...

Veja mais

Quem somos

A BM&C News é um canal multiplataforma especializado em economia, mercado financeiro, política e negócios. Produz conteúdo jornalístico ao vivo e sob demanda para TV, YouTube e portal digital, com foco em investidores e executivos.

São Paulo – Brasil

Onde assistir

Claro TV+ – canal 547
Vivo TV+ – canal 579
Oi TV – canal 172
Samsung TV Plus – canal 2053
Pluto TV

Contato

Redação:
redacao@bmcnews.com.br

Comercial:
comercial@bmcnews.com.br

Anuncie na BM&C News

A BM&C News conecta marcas a milhões de investidores através de TV, YouTube e plataformas digitais.

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AGENDAS BM&C
    • BRASIL PRODUTIVO
      • Mercado de Capitais
      • Inovação travada
    • CONTA BRASIL
      • Combustível Brasil
    • BRASIL QUE INOVA
    • BRASIL QUE EMPREENDE
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • ELEIÇÕES 2026
  • EMPRESAS E NEGÓCIOS
  • CASO MASTER
  • PETRÓLEO E ENERGIA
  • INTERNACIONAL
  • PROGRAMAS BM&C
    • BM&C BUSINESS
    • BM&C STRIKE
    • BM&C TALKS
    • BM&C VISÕES
    • CONEXÃO SEGURA
    • GLOBAL WALLET
    • LEADERS CONNECTION
    • MANHATTAN CONNECTION
    • MANIFESTE-SE
    • MERCADO & BEYOND
    • MONEY REPORT
    • NEW DEAL
    • PAINEL BM&C
    • PAPO DE DINHEIRO
    • RAV SANY
    • REPCAST
    • ROTA FÁCIL
    • SMART MONEY
    • WALL STREET CAST
  • CANNES LIONS
  • BRAZILIAN WEEK 2026
  • OPINIÃO
    • ALUIZIO FALCÃO FILHO
    • BRUNO CORANO
    • CARLOS HONORATO
    • ESTEVÃO SECCATTO
    • FABIO ONGARO
    • FABRIZIO GUERATTO
    • FRANCISCO ALVES
    • LIANE GARCIA
    • MARCO SARAVALLE
    • MARCUS VINÍCIUS DE FREITAS
    • MIGUEL DAOUD
    • RENATO BATISTA
    • RUI DAS NEVES
    • VANDYCK SILVEIRA

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.