O governo do Irã afirmou nesta quinta-feira (11) que ainda não tomou uma decisão final sobre um possível acordo com os Estados Unidos, mantendo o cenário de incerteza geopolítica. Ao mesmo tempo, relatos de explosões próximos ao Estreito de Ormuz aumentaram a preocupação dos mercados com uma nova escalada no conflito.
Segundo autoridades iranianas, não há definição sobre data ou local para a assinatura de um eventual entendimento, apesar de declarações recentes do presidente dos Estados Unidos indicando avanço nas negociações.
Irã reforça “linhas vermelhas” nas negociações
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que o país não abrirá mão de suas “linhas vermelhas” durante as tratativas. Ele destacou que parte relevante do texto já foi discutida, mas apontou mudanças frequentes de posição por parte dos Estados Unidos ao longo do processo.
Além disso, Baghaei classificou como especulativas as informações sobre um possível acordo iminente, indicando que ainda há pontos sensíveis a serem resolvidos antes de qualquer anúncio oficial.
Explosões perto de Ormuz aumentam incerteza
No campo militar, moradores da província de Hormozgan relataram uma explosão no mar, a cerca de dois quilômetros da costa da cidade de Sirik. A região fica próxima ao estratégico Estreito de Ormuz, rota fundamental para o transporte global de petróleo e já palco de episódios recentes de tensão entre os dois países.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a origem do incidente. Ainda assim, o episódio eleva o nível de alerta, sobretudo diante da sequência de ataques registrados nos últimos dias.
Cenário contradiz discurso de trégua
Se confirmado como um novo bombardeio, o episódio contraria declarações recentes de autoridades americanas de que não haveria novas ofensivas enquanto as negociações estivessem em andamento.
Nesse contexto, o impasse diplomático e os sinais de instabilidade militar mantêm investidores em posição defensiva, com impactos diretos sobre os mercados globais, especialmente petróleo e ativos de risco.













