A bola rola hoje para a Copa do Mundo de 2026, mas o primeiro apito também abre uma disputa fora dos gramados: a disputa por consumo, audiência, turismo e exposição de marcas. O torneio começa nesta quinta-feira (11), com México x África do Sul, no Estádio da Cidade do México, em uma edição que já nasce histórica.
Segundo a Fifa, esta será a maior Copa do Mundo já realizada, com 48 seleções, 104 partidas, 16 cidades-sede e três países anfitriões: Estados Unidos, México e Canadá.
O jogo de abertura marca o início de um calendário que, além do impacto esportivo, deve movimentar uma ampla cadeia econômica ligada ao evento.
Copa do Mundo como uma vitrine global de negócios
Para além do futebol, a Copa também funciona como uma vitrine global de negócios. Turismo, hotelaria, transporte, alimentação, bares, restaurantes, supermercados, delivery, mídia, publicidade, tecnologia e meios de pagamento passam a disputar a atenção de torcedores, consumidores e anunciantes durante o torneio.
A realização em três países amplia a dimensão logística e comercial do Mundial. As partidas serão distribuídas entre cidades dos Estados Unidos, México e Canadá, o que movimenta deslocamento de torcedores, ocupação hoteleira, serviços locais, consumo nas cidades-sede e ações promocionais de marcas associadas ao futebol.
O ‘poder’ da audiência na Copa do Mundo
O peso comercial da Copa também está ligado ao alcance de audiência. Na edição de 2022, no Catar, a Fifa informou que cerca de 5 bilhões de pessoas foram engajadas pelo torneio em diferentes plataformas, incluindo TV, digital, redes sociais e canais próprios da entidade. Esse volume ajuda a explicar por que marcas globais intensificam campanhas e ativações durante o Mundial.
No Brasil, mesmo antes da estreia da Seleção, o início da Copa tende a alterar a rotina de consumo. Jogos do torneio costumam impulsionar encontros em bares e restaurantes, compras em supermercados, pedidos por aplicativo, venda de itens ligados ao futebol e maior demanda por transmissões esportivas.
Além de um evento esportivo
Para empresas e investidores, o Mundial não deve ser lido apenas como um evento esportivo. A Copa também funciona como um termômetro de comportamento do consumidor, força das marcas e capacidade de setores específicos capturarem atenção em um período de alta audiência.
O resultado das partidas será decidido dentro de campo. Mas, fora dele, a Copa também coloca em jogo turismo, publicidade, varejo, mídia e consumo. É o outro placar do Mundial, e ele já começou a ser disputado.












