O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deve impedir novamente a abertura de uma CPI mista para investigar o caso Banco Master, apesar da pressão pública de governo e oposição.
Há pelo menos dois pedidos com assinaturas suficientes para a instalação da comissão. Pelo regimento, a leitura dos requerimentos poderia ocorrer automaticamente na próxima sessão conjunta do Congresso.
Por que a CPI do Banco Master enfrenta resistência?
A avaliação nos bastidores é de que falta interesse político real para instalar a comissão. Governistas temem que uma CPI gere desgaste imprevisível em ano eleitoral, enquanto oposicionistas avaliam que o foco das investigações poderia recair sobre aliados.
Entre os pontos de preocupação está a relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, que passou a ocupar o centro da crise política em torno do Banco Master. O receio é de que a comissão amplie a exposição de nomes da direita e transforme o caso em um problema eleitoral.
A expectativa é de que Alcolumbre assuma o custo político de barrar a CPI, repetindo a estratégia adotada em sessões anteriores do Congresso. Com isso, o caso deve continuar gerando pressão institucional, mas sem avanço imediato para uma investigação parlamentar mista.














