O Ibovespa encerrou a sessão desta quinta-feira (7) em forte queda, refletindo um movimento global de aversão ao risco, pressão sobre ações de peso da bolsa brasileira e repercussão negativa de balanços corporativos. O principal índice da B3 caiu 2,38%, aos 183.218,26 pontos, no menor patamar de fechamento desde o fim de março.
Durante o pregão, o índice chegou à mínima de 182.867,75 pontos, enquanto a máxima foi de 187.779,31 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 32,08 bilhões.
Entre os principais fatores que pressionaram o mercado esteve a forte queda do petróleo no cenário internacional. Investidores repercutiram sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã para um possível acordo temporário envolvendo o conflito no Oriente Médio e a normalização parcial do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
Com isso, ações ligadas ao setor de petróleo lideraram as perdas entre os pesos-pesados do índice. Petrobras ON (PETR3) caiu 1,88%, enquanto Petrobras PN (PETR4) recuou 2,22%. Vale (VALE3), outra ação de grande participação no Ibovespa, fechou em baixa de 1,43%, a R$ 80,07.
O setor bancário também contribuiu para o movimento negativo da bolsa. As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 3,89% após a divulgação do balanço trimestral, pressionando o desempenho do índice. Santander (SANB11) caiu 3,10%, enquanto Itaú Unibanco (ITUB4) perdeu 2,37%.
No cenário doméstico, investidores também acompanharam dados econômicos e repercussões políticas após o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump em Washington. Além disso, a produção industrial brasileira avançou 0,1% em março frente ao mês anterior, acima da expectativa de retração do mercado.
Já no câmbio, o dólar à vista encerrou praticamente estável, com leve alta de 0,05%, cotado a R$ 4,9234.













