Ciro Nogueira, senador pelo Piauí e presidente nacional do Progressistas, entrou no centro das atenções nesta quinta-feira (7) após ser alvo de uma nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.
O parlamentar é piauiense, empresário e formado em Direito pela PUC-RJ. Antes de chegar ao Senado, Ciro Nogueira atuou como deputado federal por quatro mandatos. Ele iniciou sua trajetória no Senado em 2011 e foi reeleito em 2018, em coligação com o PT.
Na eleição de 2018, o senador declarou à Justiça Eleitoral mais de R$ 23,3 milhões em bens. Desde 2013, Ciro Nogueira preside o Progressistas, partido que ocupa posição relevante no Congresso Nacional e em articulações políticas nacionais.
Ciro foi ministro de Bolsonaro
Durante o governo Jair Bolsonaro (PL), Nogueira ocupou o cargo de ministro-chefe da Casa Civil entre agosto de 2021 e dezembro de 2022. Na ocasião, a pasta foi tratada por Bolsonaro como o “ministério mais importante”, pelo papel de interlocução política reservado ao ocupante do cargo.
A trajetória de Ciro também inclui uma mudança de posição em relação ao governo Dilma Rousseff (PT). O senador era aliado da então presidente, mas votou pelo impeachment. Ao justificar a decisão, afirmou que tentou chegar a uma solução para preservar a estabilidade do governo, mas disse que isso foi “inútil” diante da votação expressiva pela abertura do processo na Câmara.
Na nova fase da Operação Compliance Zero, a PF apura suspeitas envolvendo Ciro Nogueira, Daniel Vorcaro e o antigo Banco Master. Segundo relatório da Polícia Federal, o senador teria recebido “vantagens indevidas” do ex-banqueiro.
A defesa de Ciro Nogueira negou participação do senador em atividades ilícitas e afirmou que ele está à disposição para prestar esclarecimentos.














