O avanço da expectativa de vida e a evolução tecnológica estão redefinindo não apenas a forma como as pessoas vivem, mas também como consomem, trabalham e se relacionam com o mercado. No programa Money Report, da BM&C News, especialistas discutiram como temas como longevidade, tokenização e transformação profissional estão interligados em um novo cenário econômico.
A leitura apresentada aponta para uma mudança estrutural: viver mais não significa necessariamente viver melhor, o que cria desafios para sistemas de saúde, previdência e para o próprio consumo. Nesse contexto, a economia da longevidade ganha relevância como vetor de crescimento e inovação.
“Então, nosso desafio na área de medicina preventiva, na área de longevidade, é estabelecer a prevenção através de dados preditivos que nós temos hoje com as ferramentas multiômicas”, explica Vânia Assaly.
Longevidade, saúde e impacto econômico
A ampliação da expectativa de vida vem acompanhada de um aumento relevante das doenças crônicas, o que pressiona sistemas públicos e privados. A análise destaca que o envelhecimento populacional exige uma mudança de foco: sair do tratamento para a prevenção e antecipação de riscos.
Esse movimento também altera o perfil econômico dos indivíduos mais velhos, que deixam de ser apenas um custo e passam a representar um mercado relevante, com potencial de consumo qualificado e demanda por novos serviços.
“Se esse idoso ele tem 20 anos extra com sabedoria e saúde, ele é um consumidor. Ele é um consumidor com qualidade”, afirma Vânia Assaly.
Tecnologia, dados e antecipação de riscos
A incorporação de inteligência artificial e análise de dados na medicina permite antecipar doenças e mapear padrões de comportamento, criando uma abordagem mais eficiente e personalizada. Essa lógica, já consolidada no mercado financeiro, passa a ser aplicada também à saúde.
A capacidade de cruzar dados genéticos, comportamentais e ambientais inaugura uma nova fase na gestão da longevidade, com impactos diretos sobre custos e produtividade econômica.
“Então, entender a jornada e de que maneira nós podemos ler esse destino e antecipar os tratamentos. Isso é o que é feito hoje na ciência da longevidade”, pontua Vânia Assaly.
Transição de carreira e visão estratégica na mídia
No campo profissional, a mudança de papel dentro das organizações reflete a necessidade de adaptação constante. A transição de Paula Moraes da bancada para a gestão executiva ilustra esse movimento de evolução dentro do mercado de comunicação.
A executiva destaca que o desafio não está apenas na mudança de função, mas na capacidade de compreender o comportamento do público e transformar conteúdo em valor estratégico para audiência e negócios.
“Eu acho que a gente tem que tá aberto a se adaptar, né? E a todo momento, não só ali profissionalmente na carreira”, avalia Paula Moraes.
Web3, blockchain e transformação do sistema financeiro
A evolução tecnológica também está impactando o sistema financeiro, com destaque para o avanço da blockchain e da tokenização de ativos. A descentralização permite maior eficiência nas transações e amplia o acesso ao crédito e a investimentos.
Esse novo modelo reduz intermediários, aumenta a segurança e cria novas possibilidades de liquidez, inclusive com a fragmentação de ativos como imóveis e outros bens reais.
“A grande disrupção da blockchain é a unicidade. Então eu consigo fazer uma representação de um ativo real dentro de uma infraestrutura de tecnologia”, destaca Rodrigo Caggiano.
Relações humanas, empreendedorismo e desafios emocionais
Apesar dos avanços tecnológicos, o debate também evidenciou desafios relevantes ligados ao comportamento humano, como a solidão, a pressão sobre empreendedores e a necessidade de adaptação constante em ambientes de incerteza.
A construção de redes de apoio, mentorias e troca de experiências aparece como um fator importante para reduzir erros e melhorar a tomada de decisão no ambiente empresarial.
“Hoje você tem grupos de empresários que ajudam, né, um ajuda o outro e você tem conteúdo muito mais disseminado para você errar menos do que você errava lá atrás”, observa Rodrigo Caggiano.
Um novo ciclo entre tecnologia, saúde e economia
A convergência entre longevidade, tecnologia e comportamento aponta para um novo ciclo econômico, no qual dados, prevenção e inovação passam a orientar decisões tanto no nível individual quanto institucional.
Nesse cenário, a adaptação contínua se torna essencial, tanto para indivíduos quanto para empresas, diante de uma realidade mais complexa e integrada.
“A gente não prioriza a notícia em si somente. A gente traz justamente ali uma visão, uma análise, um entendimento”, conclui Paula Moraes.













