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Com o esmagamento de sementes e extração por solvente a 240 graus, a indústria produz o óleo de canola, garantindo a neutralidade e a pureza total

Ryan Cardoso Por Ryan Cardoso
04/04/2026
Em Curiosidades, ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Saber como o óleo de canola é feito revela uma das maiores inovações do melhoramento genético no setor agrícola. A semente minúscula passa por processos de prensagem severa e refino químico para chegar purificada e neutra às cozinhas modernas.

Como o óleo de canola é feito a partir da semente?

A canola não é uma planta natural, mas um acrônimo (Canadian Oil Low Acid) criado a partir do cruzamento genético da planta colza. O objetivo científico primário foi reduzir drasticamente o ácido erúcico, tornando a gordura segura para o consumo humano.

A colheita nos campos gera cerca de dois milhões de sementes minúsculas por hectare, exigindo colheitadeiras ágeis contra o vento. Ao chegar à fábrica, elas são limpas de impurezas e secas em silos climatizados que impedem a fermentação prematura.

Com o esmagamento de sementes e extração por solvente a 240 graus, a indústria produz o óleo de canola, garantindo a neutralidade e a pureza total
O refino industrial de sementes de colza para a fabricação de óleo de canola comestível

Como a laminação e o vapor liberam a gordura retida?

As sementes limpas são esmagadas violentamente por rolos pesados de aço, transformando-se em finas lascas (“flakes”) de apenas 0,2 milímetros. Essa quebra estrutural aumenta a área de contato e facilita a liberação dos lipídios na etapa de extração.

Os “flakes” são aquecidos a vapor em temperaturas entre 80°C e 100°C para romper completamente as células que guardam a gordura. Para que você entenda os dois métodos extrativos aplicados na sequência, elaboramos uma comparação industrial técnica:

Método de Extração Mecanismo de Ação Eficiência do Processo
Prensagem Mecânica Esmagamento físico por parafuso Extrai até 85% do óleo
Extração por Solvente Dissolução química com hexano Resgata os 15% restantes

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Por que o solvente hexano é usado na fábrica de óleo?

A prensagem mecânica espreme as sementes com força brutal, mas deixa até 20% do óleo retido no resíduo sólido (bolo). Para evitar o desperdício dessa matéria-prima valiosa, a indústria utiliza o solvente hexano para dissolver e resgatar o restante do líquido.

Muitos consumidores temem a presença química, mas o processo de evaporação térmica garante a pureza total do alimento. Conforme as normas de segurança alimentar reguladas pela ANVISA, o uso de solventes é estritamente seguro pois assegura:

  • A evaporação completa do produto químico a 240ºC.

  • A recuperação e reuso de 99,5% do gás na própria fábrica.

  • A ausência total de resíduos tóxicos no óleo envasado.

O que acontece nas fases de descoloração e desodorização?

O óleo bruto passa por um processo de degomagem com ácido cítrico e neutralização alcalina para remover sabores amargos. Em seguida, argilas filtrantes especiais capturam os pigmentos escuros, deixando o líquido com sua coloração dourada e brilhante.

A fase final é a desodorização, onde o óleo é aquecido a vácuo em altas temperaturas para remover compostos voláteis de odor forte. O resultado desse refino intensivo é um produto totalmente neutro, ideal para frituras que não devem alterar o sabor da comida.

Para explorar de forma rápida e direta as etapas de processamento de óleos vegetais, selecionamos o conteúdo do canal Curiosidades no mundo 🌎. No vídeo a seguir, o autor apresenta visualmente como a semente de couza é transformada em óleo de canola, destacando as fases de destilação a vácuo e o envase automatizado:

 

Como a robótica atua no envase e na logística global?

O óleo purificado flui para máquinas de envase de alta precisão que enchem centenas de garrafas de PET por minuto com variação mínima. Câmeras de controle de qualidade aferem o torque exato das tampas e o alinhamento milimétrico dos rótulos.

Os fardos lacrados são paletizados por braços robóticos articulados que organizam a logística para a distribuição nos supermercados. O Ministério de Minas e Energia (MME) acompanha essa cadeia produtiva agrícola, pois a canola também é matéria-prima para:

  • A formulação de alimentos ultraprocessados na indústria.

  • O envase direto para uso em cozinhas domésticas.

  • A produção estratégica de biocombustíveis limpos e renováveis.

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