A Petrobras informou nesta segunda-feira (16) que decidiu exercer o direito de preferência para adquirir 50% de participação nos campos de Tartaruga Verde e Espadarte (Módulo III), localizados na Bacia de Campos. O negócio envolve um investimento total de US$ 450 milhões e, após a conclusão da operação, a estatal voltará a deter 100% dos ativos, permanecendo como operadora das áreas.
Atualmente, os campos produzem cerca de 55 mil barris de óleo por dia e estão conectados ao FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes, unidade flutuante responsável por produzir, armazenar e transferir petróleo.
Petrobras detalha pagamento e amplia estratégia no campo de Tartaruga Verde
Segundo a companhia, a assinatura do contrato de compra e venda deve ocorrer em breve. Do valor total da operação, US$ 50 milhões serão pagos na assinatura, enquanto US$ 350 milhões serão desembolsados no fechamento da transação, sujeito a ajustes relacionados à data efetiva do negócio. Outras duas parcelas, de US$ 25 milhões cada, serão quitadas em até 12 e 24 meses após a conclusão.
Em comunicado, a Petrobras afirmou que a aquisição apresenta condições econômico-financeiras atrativas, amplia a flexibilidade na gestão do portfólio e está alinhada ao Plano de Negócios da companhia, reforçando o direcionamento estratégico voltado ao segmento de óleo e gás.
A operação também deve abrir espaço para a conexão de novos poços no campo de Tartaruga Verde aos ativos adquiridos. A estatal não comentou imediatamente essa possibilidade.
Direito de preferência em Tartaruga Verde muda acordo com a Brava
No fim de 2025, a Petrobras anunciou uma descoberta nas proximidades do bloco Sudoeste de Tartaruga Verde, considerada relevante pela diretoria de Exploração e Produção da empresa. O movimento reforça o interesse da companhia em ampliar a eficiência operacional e o potencial produtivo na região.
O exercício do direito de preferência ocorre após a empresa Brava ter anunciado, em janeiro, um acordo para comprar as participações da Petronas como parte de sua estratégia de longo prazo.
Com a decisão da Petrobras, o negócio anterior não avançou. Até o momento, Brava e Petronas não comentaram o desfecho da negociação.














