Os contratos futuros de ouro encerraram a sessão em baixa, pressionados pelo fortalecimento do dólar e pela alta dos rendimentos dos Treasuries dos Estados Unidos, em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas e pela expectativa de uma política monetária mais restritiva por parte do Federal Reserve (Fed).
Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o contrato do ouro para abril recuou 1,09%, encerrando o dia cotado a US$ 5.078,7 por onça-troy. Já a prata para maio também terminou a sessão em queda, com recuo de 1,20%, a US$ 82,18 por onça-troy.
Ao longo do pregão, o metal precioso chegou a registrar ganhos nas primeiras horas de negociação, impulsionado pela demanda por ativos de proteção. No entanto, perdeu força conforme o dólar avançou frente a outras moedas e os rendimentos dos títulos do Tesouro americano subiram.
Conflito no Oriente Médio pressiona expectativas de juros
O cenário internacional continua sendo influenciado pela escalada do conflito no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Irã, o que tem provocado volatilidade nos mercados e sustentado os preços do petróleo em patamares elevados.
Esse ambiente aumenta as preocupações com a inflação global, já que eventuais interrupções no fluxo de energia podem pressionar os custos de produção e transporte. Diante disso, investidores passaram a revisar as expectativas para a política monetária dos Estados Unidos, reduzindo apostas em cortes de juros no curto prazo.
Com o risco de inflação mais persistente, cresce a percepção de que o Federal Reserve pode manter os juros elevados por mais tempo, o que tende a fortalecer o dólar e aumentar a atratividade de ativos que oferecem rendimento.
Dólar forte reduz apelo do metal precioso
Embora o ouro seja tradicionalmente visto como um ativo de proteção em momentos de instabilidade geopolítica, o avanço do dólar tem limitado o interesse dos investidores pelo metal.
Isso ocorre porque um dólar mais forte encarece o ouro para compradores que utilizam outras moedas, reduzindo a demanda global pelo ativo.
O mercado também segue atento à divulgação de novos indicadores econômicos dos Estados Unidos, especialmente dados relacionados à inflação e ao mercado de trabalho, que podem ajudar a calibrar as expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve.












