O Instituto Equatorial, organização ligada ao Grupo Equatorial, destinou R$ 910 mil ao projeto Energia Feminina, iniciativa voltada à capacitação de mulheres empreendedoras nos estados onde a companhia atua. A ação será desenvolvida em Goiás, Alagoas, Maranhão, Piauí, Pará, Amapá e Rio Grande do Sul e prevê a formação de 784 participantes em temas ligados à gestão de negócios, finanças e planejamento.
O programa combina capacitação técnica, mentorias e acesso a capital semente, com o objetivo de apoiar a estruturação de pequenos empreendimentos e fortalecer a atividade econômica local. Do total de participantes, 364 mulheres avançarão para a fase de desenvolvimento de planos de negócio, etapa que inclui acompanhamento individualizado para consolidar os empreendimentos.
Para o Grupo Equatorial, a iniciativa se insere em uma estratégia que conecta desenvolvimento territorial e organização da atividade econômica nas regiões onde a empresa opera. “A partir do momento em que essa empreendedora passa por capacitação técnica e apoio estruturado, ela começa a organizar o negócio. E aí a energia entra como parte do planejamento. Nós observamos que, com esse processo, há maior tendência à regularização, melhor dimensionamento de consumo e mais previsibilidade de demanda”, afirma Janaína Ali, coordenadora do Instituto Equatorial.

Segundo ela, em territórios marcados por maior informalidade e instabilidade de renda, o fortalecimento da atividade econômica local pode influenciar diretamente a relação das famílias e dos pequenos negócios com serviços essenciais. “Em contextos de instabilidade de renda e informalidade, a dinâmica econômica local influencia a relação com serviços essenciais. Quando os negócios se estruturam e a renda passa a circular com mais regularidade, o ambiente econômico tende a se tornar menos instável”, afirma.
Desenvolvimento econômico local
A iniciativa é realizada em parceria com o Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (CIEDS) e prevê cursos nas áreas de empreendedorismo, gestão financeira, marketing, vendas, sustentabilidade e eficiência energética.
De acordo com o Instituto Equatorial, os projetos apoiados geralmente começam como atividades informais de geração de renda e passam gradualmente por um processo de estruturação, com organização de custos, planejamento de produção e maior previsibilidade financeira.
A iniciativa também dialoga com o debate sobre participação feminina na economia e acesso a oportunidades de empreendedorismo, tema frequentemente associado ao Dia Internacional da Mulher. Para o Instituto Equatorial, programas de capacitação e apoio a negócios liderados por mulheres são instrumentos para ampliar a inclusão produtiva e fortalecer economias locais. “Estamos falando de mulheres que enfrentam desigualdades históricas de gênero, raça e território. A vulnerabilidade que as atravessa não é individual, é estrutural. Por isso, a resposta também precisa ser estrutural”, afirma Janaína Ali, coordenadora do Instituto Equatorial.
Na primeira edição do projeto, realizada anteriormente pelo instituto, 40% das participantes registraram aumento de renda mensal após a capacitação. “Quando a renda circula com mais regularidade e os negócios se estruturam, o ambiente econômico se torna menos instável. Para uma empresa de infraestrutura, esse cenário tende a gerar maior previsibilidade e relações mais organizadas com seus clientes”, diz Janaína Ali.
Estratégia de longo prazo
O Instituto Equatorial afirma que o projeto faz parte da estratégia de sustentabilidade do grupo e da atuação da companhia nas regiões onde opera concessões de distribuição de energia.
Além do impacto social, iniciativas desse tipo também podem contribuir para maior organização da atividade econômica local, o que tende a gerar maior previsibilidade de consumo e relações mais estáveis entre consumidores e serviços essenciais. “Mais do que um aporte financeiro, é um investimento em desenvolvimento local com efeitos que se consolidam ao longo do tempo”, afirma Janaína.
As inscrições para o programa são feitas online por meio da plataforma do CIEDS e também pelo perfil do Instituto Equatorial nas redes sociais.
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