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Com 26 metros de comprimento e autonomia para cruzar 12.000 km sem tripulação, o mega drone submarino da Boeing surge como a nova arma invisível dos oceanos

Laila Por Laila
28/02/2026
Em Engenharia

Com 26 metros de comprimento e autonomia estimada para 12.000 km, o Orca XLUUV da Boeing é o maior drone submarino autônomo do Ocidente. Desenvolvido para a Marinha dos EUA, esse veículo não tripulado pode cruzar oceanos inteiros em missões sigilosas, revolucionando a guerra submarina sem colocar vidas humanas em risco.

O que é o Orca XLUUV e como ele se tornou o mega drone submarino da Boeing?

O Orca XLUUV (Extra Large Unmanned Undersea Vehicle) é uma evolução do protótipo Echo Voyager, que a Boeing vem desenvolvendo desde 2012. O contrato com a Marinha dos EUA, assinado em 2019 no valor de US$ 274 milhões, viabilizou a construção do primeiro modelo operacional. O veículo mede 26 metros com o módulo de carga acoplado (15,5 metros sem ele) e desloca entre 80 e 85 toneladas, dimensões que o tornam o maior UUV do mundo ocidental.

A propulsão é híbrida diesel-elétrica, com baterias de íons de lítio que permitem operação silenciosa quando submerso. Na superfície, o gerador a diesel recarrega as baterias e garante autonomia de meses. A velocidade máxima chega a 8 nós (cerca de 15 km/h), mas o cruzeiro econômico de 3 nós é o segredo para a endurance transoceânica.

O Orca XLUUV (Extra Large Unmanned Undersea Vehicle) é uma evolução do protótipo Echo Voyager, que a Boeing vem desenvolvendo desde 2012

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Qual é a autonomia real do Orca XLUUV para cruzar 12.000 km sem tripulação?

A autonomia estimada de 12.000 km (6.500 milhas náuticas) significa que o Orca pode, por exemplo, partir da costa oeste dos EUA e chegar ao Mar da China Meridional sem reabastecimento ou apoio. Essa capacidade é possível graças ao sistema híbrido que alterna momentos de superfície para recarga com longos períodos de imersão silenciosa.

Durante a navegação, o drone utiliza sensores inerciais e GPS (quando emerge) para se localizar, além de inteligência de bordo para planejamento de rotas e desvio de ameaças. A comunicação com o comando é intermitente, feita via satélite ou VLF (Very Low Frequency), garantindo discrição e dificultando a detecção por forças inimigas.

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Como funciona a capacidade modular de carga de 8 toneladas do drone submarino?

Um dos diferenciais do Orca é o compartimento de carga de 10 metros, capaz de acomodar até 8 toneladas de payloads intercambiáveis. Essa modularidade permite que o mesmo veículo execute missões completamente diferentes a cada implantação, bastando trocar o módulo no cais. As interfaces são padronizadas, o que facilita upgrades rápidos e integração de novas tecnologias.

Tipo de missão Payloads possíveis Objetivo principal
Guerra antissubmarino (ASW) Sonar rebocado, torpedos leves Detectar e neutralizar submarinos inimigos
Guerra de minas Sensores de detecção, neutralizadores Mapear e limpar campos minados
ISR (Inteligência, Vigilância, Reconhecimento) Sensores acústicos, equipamentos de guerra eletrônica Coletar dados ambientais e de comunicações
Ataque à superfície (ASuW) Mísseis embarcados (futuro Hammerhead) Engajar navios de superfície

Essa modularidade permite que o mesmo veículo execute missões completamente diferentes a cada implantação, bastando trocar o módulo no cais

De que forma o Orca opera de forma autônoma e invisível nos oceanos?

A autonomia do Orca não se limita à distância: o veículo é programado para executar missões complexas sem intervenção humana. Seu sistema de comando utiliza inteligência artificial para tomar decisões de rota, evasão e até mesmo para emergir em pontos pré-definidos para transmitir dados. Durante a maior parte do tempo, permanece submerso em silêncio, usando apenas propulsão elétrica.

Por não ter tripulação, o Orca pode operar em áreas de alto risco onde um submarino convencional jamais se aventuraria. Além disso, seu custo estimado é 1/10 do valor de um submarino tripulado, permitindo que a Marinha dos EUA multiplique sua presença submarina sem aumentar proporcionalmente o orçamento. O primeiro exemplar foi entregue em 2023, e os testes marítimos de 2024 validaram a estrutura e a propulsão.

O primeiro exemplar foi entregue em 2023, e os testes marítimos de 2024 validaram a estrutura e a propulsão

Qual é o status atual e o impacto estratégico do Orca XLUUV para a Marinha dos EUA?

Atualmente, a Marinha americana planeja adquirir pelo menos cinco unidades do Orca, que serão operadas pela esquadra UUVRON-1 a partir de 2025. A capacidade de lançar e recuperar o drone diretamente do cais, sem necessidade de navio-mãe, simplifica a logística e permite implantações rápidas em qualquer parte do mundo. O impacto estratégico é imenso: em cenários de disputa como o Indo-Pacífico ou o Atlântico Norte, uma frota de Orcas pode realizar vigilância persistente, minagem ofensiva e até ataques de surpresa.

O canal Military Coverage, com mais de 30,7 mil inscritos, publicou um vídeo mostrando a cerimônia de entrega do primeiro Orca XLUUV à Marinha dos EUA, ocorrida em dezembro de 2023. A reportagem destaca os testes de superfície e submersão que validaram as capacidades do veículo, além de entrevistas com executivos da Boeing sobre o futuro da guerra submarina autônoma.

Os benefícios e inovações trazidos pelo Orca XLUUV podem ser resumidos nos seguintes pontos:

  • Alcance global: Com 12.000 km de autonomia, o drone pode cruzar oceanos e permanecer em patrulha por meses.
  • Versatilidade de missões: A carga modular de 8 toneladas permite configurar o veículo para guerra antissubmarino, minagem, inteligência ou ataque.
  • Discrição operacional: A propulsão elétrica submersa e a comunicação intermitente tornam o Orca praticamente invisível.
  • Redução de custos: Por não exigir tripulação, o custo de aquisição e operação é muito inferior ao de submarinos convencionais.
  • Multiplicação de força: Uma esquadra de Orcas pode cobrir vastas áreas oceânicas, liberando submarinos tripulados para tarefas mais complexas.

Com 26 metros de comprimento, autonomia de 12.000 km e capacidade de carregar 8 toneladas de equipamentos, o Orca XLUUV da Boeing representa um salto tecnológico na guerra naval. Mais do que um drone, é uma nova classe de plataforma que combina resistência, discrição e versatilidade, pronta para patrulhar os oceanos nas próximas décadas. Enquanto submarinos tripulados continuarão sendo fundamentais, o futuro da guerra submarina já tem um novo protagonista silencioso e implacável.

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