O King’s Trough Complex é um gigantesco sistema de fossas submarinas em forma de cânion localizado próximo à costa litorânea de Portugal. Essa estrutura geológica maciça supera a extensão do Grand Canyon e guarda mistérios intensos no fundo do Atlântico Norte.
O que é e onde fica o King’s Trough Complex?
A estrutura funciona como um labirinto de cânions paralelos a cerca de 1.000 km da costa de Portugal. O espaço se estende por mais de 500 km sob a água. Ele abriga o Peake Deep, um dos buracos mais profundos de todo o Atlântico Norte.
Ao contrário das formações famosas na terra seca, o local não sofreu desgaste pela força da água corrente. A fenda gigantesca nasceu graças aos processos brutos das placas tectônicas. Esse choque pesado quebrou e separou o assoalho oceânico no passado.

Como a movimentação tectônica criou esse cânion?
Tudo começou entre 37 e 24 milhões de anos atrás, bem no período de transição geológica da Terra. A divisão provisória entre as placas da Europa e da África passou exatamente por ali. Essa falha esticou a crosta de leste para oeste e rasgou a região inteira.
Antes dessa ruptura, uma pluma de calor imensa vinda da região dos Açores engrossou as rochas da base. Isso deixou o material mecanicamente muito frágil no fundo do mar. Essa fragilidade térmica facilitou o buraco mapeado pelos navios de pesquisa nos dias de hoje.
Quais são os números reais dessa fenda oceânica?
Os pesquisadores focados em geologia do centro GEOMAR publicaram um estudo super recente detalhando as medidas da fenda. Eles coletaram amostras de rochas duras e fecharam as datações da área toda. O trabalho usou ferramentas modernas e análises pesadas em 2025.
Abaixo estão os dados principais levantados pelas expedições de mapeamento submarino:
| Característica da Fossa | Medida Oficial |
|---|---|
| Extensão total do sistema | Aproximadamente 500 km |
| Distância do litoral português | Cerca de 1.000 km |
| Idade do vulcanismo na bacia | 36 a 39,5 milhões de anos |
Por que a ciência demorou para explicar a formação?
A origem exata da estrutura rendeu debates demorados por muitas décadas nos laboratórios das universidades de fora. O maior obstáculo prático era a falta de amostras limpas antes do ano de 2020. A profundidade extrema bloqueava o acesso dos equipamentos normais das equipes.
Os desafios pesados para mapear a área envolveram as seguintes barreiras técnicas no mar:
- Falta de ferramentas avançadas para as análises geoquímicas de isótopos profundos.
- Dificuldade enorme em datar os materiais vulcânicos antigos depositados nas bacias.
- Isolamento geográfico severo da região bem no meio do Oceano Atlântico.

Existem riscos atuais para a sociedade ou economia?
A fenda fica super isolada e não causa impacto nas rotas comerciais dos navios ou na rotina humana. O local serve apenas como um laboratório natural de peso para a área da geologia estudar o globo. Nenhuma atividade produtiva sofre ameaças reais por causa da presença do cânion.
Hoje em dia, falhas parecidas acontecem lá no Terceira Rift, na mesma área de crosta espessada. Monitorar essas deformações antigas ajuda bastante a prever o comportamento das placas tectônicas. Os cientistas seguem de olho vivo para modelar as próximas mudanças do fundo do mar.

