A Route 66 costuma ser lembrada como muito mais do que uma rodovia antiga nos Estados Unidos, sendo para muitas pessoas um símbolo de deslocamento, mudança de vida e liberdade, algo construído ao longo de décadas de história e reforçado por filmes, músicas e reportagens que ajudaram a espalhar sua fama mundial.
O que torna a Route 66 especial na história dos Estados Unidos?
A Route 66 foi inaugurada na década de 1920, conectando Chicago, em Illinois, à Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos. Ao longo de cerca de 4.000 quilômetros, cruzava planícies agrícolas, desertos e pequenas cidades, facilitando o fluxo de pessoas e mercadorias em um país que se urbanizava rapidamente.
Durante a Grande Depressão, muitas famílias utilizaram a Route 66 para migrar em direção ao oeste em busca de trabalho e sobrevivência. A rodovia passou a ser vista como um caminho de esperança, imagem reforçada por livros e reportagens da época, o que contribuiu para sua transformação em ícone nacional.

Como a Route 66 se tornou um símbolo de esperança e oportunidade?
Em períodos de crise econômica, a Route 66 funcionou como via de fuga para quem deixava regiões rurais empobrecidas. Caminhões, carros cheios de mudanças e famílias inteiras seguiam em direção a novas oportunidades, especialmente na Califórnia e em outros estados do oeste.
Com a popularização dos automóveis, a estrada também passou a ser usada para lazer e turismo, impulsionando postos de gasolina, motéis e restaurantes de beira de estrada. Esses estabelecimentos criaram uma estética marcante, com letreiros de néon e arquitetura chamativa, que se tornaram inseparáveis do imaginário da Route 66.
Por que a Route 66 é chamada de “Mother Road”?
A expressão “Mother Road” ganhou força com o romance As Vinhas da Ira, de John Steinbeck, no fim dos anos 1930. No livro, a Route 66 é descrita como a via central seguida por famílias que deixavam o interior pobre rumo à Califórnia, consolidando a imagem de estrada que acolhe em momentos difíceis.
Com o tempo, o apelido passou a simbolizar proteção, amparo e direção, funcionando como um fio condutor entre diferentes realidades do país. Setores de turismo adotaram o termo em guias, placas e lojas de lembranças, incorporando “Mother Road” à identidade oficial da rota.
Com mais de 56 mil visualizações, o vídeo do canal Suzi e Jasper – Nós no Mundo mostra como é cruzar essa estrada:
Como a cultura pop transformou a Route 66 em ícone mundial?
A partir dos anos 1950, músicas, filmes e séries de TV passaram a usar a Route 66 como cenário de viagens, encontros e mudanças de rumo. A estrada foi associada a liberdade na estrada, carros conversíveis e longas retas cortando paisagens abertas pelo interior do país.
Essa presença constante na cultura pop gerou um repertório visual e sonoro facilmente reconhecido, que acabou se espalhando por outros meios. Entre as principais formas de representação da Route 66, destacam-se:
- Músicas que mencionam a Route 66 e reforçam o tema da liberdade e da aventura.
- Filmes e séries que usam a rodovia como metáfora de transformação pessoal.
- Livros de viagem que registram encontros com moradores e viajantes ao longo do caminho.
- Fotógrafos e artistas plásticos que retratam o interior dos Estados Unidos pela rota.
A Route 66 ainda existe e por que continua atraindo turistas?
Embora tenha sido desativada como rodovia federal a partir da década de 1980, a Route 66 permanece em diversos trechos mantidos por estados e municípios. Hoje, esses segmentos são sinalizados como “Historic Route 66” e preservam postos antigos, construções clássicas e pontos de parada da época de ouro da estrada.
O turismo cresceu justamente após a desativação oficial, quando cidades perceberam o potencial econômico da memória da rota. Museus temáticos, festivais de carros antigos, passeios guiados e roteiros para motociclistas atraem viajantes interessados em história, cultura automotiva e paisagens típicas do interior dos Estados Unidos.

