O trem de passageiros mais longo do mundo percorreu as montanhas suíças com 100 vagões e 1.906 metros de comprimento em 2026. Esse feito histórico da Ferrovia Rética exigiu sincronia absoluta para cruzar viadutos e túneis em um dos terrenos mais complexos do planeta.
Quais os desafios técnicos para operar 100 vagões em sincronia?
Conduzir uma estrutura de 2.990 toneladas exigiu uma operação coordenada entre 7 maquinistas e 21 técnicos especializados. O maior desafio foi garantir que todas as composições acelerassem e freassem simultaneamente para evitar danos nos engates físicos.
Como o sinal de rádio é instável nos Alpes suíços, a equipe utilizou telefones de campanha militar para manter a comunicação ininterrupta dentro dos túneis. Essa técnica garantiu que as 25 unidades do modelo Capricorn operassem como um único organismo nos trilhos.
Para compreender a complexidade técnica envolvida na operação desta sinfonia industrial, acompanhe os dados oficiais que garantiram o recorde mundial:
| Especificação | Dados Técnicos | Diferencial Estratégico |
|---|---|---|
| Comprimento Total | 1.906 metros | Certificado pelo Guinness World Records |
| Composição | 100 vagões | 25 unidades Capricorn acopladas |
| Peso da Estrutura | 2.990 toneladas | Exigiu 7 maquinistas em sincronia |
| Energia Gerada | 4.000 kWh | Frenagem regenerativa sustentável |

Como a Linha Albula serviu de palco para o recorde mundial?
O trajeto de 25 km entre Preda e Alvaneu não foi escolhido por acaso, pois faz parte da histórica Linha Albula. Esse trecho, reconhecido como Patrimônio da UNESCO, possui 48 pontes e 22 túneis que testaram a flexibilidade do trem.
Durante o percurso, a composição enfrentou uma descida íngreme de 789 metros de altitude com curvas fechadas em espiral. Segundo informações da Ferrovia Rética (RhB), a manutenção da velocidade entre 30 e 35 km/h foi vital para a segurança estrutural.
Por que a frenagem regenerativa gerou 4.000 kWh de energia?
O feito não se limitou ao tamanho, mas também à eficiência energética através do sistema de frenagem regenerativa durante a descida. Esse processo converteu a energia cinética em eletricidade, produzindo aproximadamente 4.000 kWh de energia limpa para a rede.
O evento celebrou os 175 anos das ferrovias na Suíça, promovendo o turismo sustentável como pilar para o futuro da mobilidade. De acordo com o comunicado oficial da RhB, a operação provou que a inovação pode caminhar junto à preservação histórica.

A excelência da engenharia suíça como modelo para o futuro
O sucesso da serpente vermelha de quase 2 km nos Alpes confirma que a precisão técnica e a sustentabilidade são indissociáveis na infraestrutura moderna. Ao transformar um desafio logístico em uma usina de energia móvel, o país redefine os limites do possível e inspira uma nova era para o transporte ferroviário global.
