Os mercados financeiros iniciam esta sexta-feira (16) com os investidores atentos à divulgação de indicadores econômicos no Brasil, aos desdobramentos do caso do Banco Master e ao noticiário político em Brasília, enquanto, no exterior, o foco segue na condução da política monetária dos Estados Unidos e o risco geopolítico.
No campo dos dados, o principal destaque da agenda doméstica é a divulgação do IBC-Br de novembro, indicador considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). A expectativa é de que o índice tenha alta de 0,3%, após queda de 0,20% no mês anterior, reforçando a leitura de atividade econômica ainda resiliente no fim de 2025.
O resultado é acompanhado de perto pelo mercado por seus potenciais impactos sobre as expectativas de crescimento e a trajetória da política monetária, em um ambiente de inflação ainda pressionada e juros elevados.
Além disso, o mercado aguarda hoje o exercício de opções sobre ações de janeiro.
Caso Banco Master segue no radar do mercado
Além dos indicadores, o investidor continua monitorando os desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master, que permanece no centro das atenções do mercado financeiro.
As investigações e medidas adotadas por autoridades regulatórias seguem influenciando a percepção de risco e alimentando cautela no ambiente doméstico.
Brasília: crime organizado e emendas parlamentares no foco
No noticiário político, Brasília segue no radar. Ontem (15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com representantes do Supremo Tribunal Federal (STF), Banco Central, Polícia Federal e Receita Federal para discutir estratégias de combate ao crime organizado e ao uso indevido do sistema financeiro.
Ainda no campo institucional, ganhou destaque a decisão do ministro Flávio Dino, que proíbe a destinação de emendas parlamentares a entidades do terceiro setor que tenham em seus quadros dirigentes parentes do congressista responsável pela indicação da verba pública.
A vedação também se estende a parentes de assessores parlamentares envolvidos na indicação, além de alcançar outras pessoas jurídicas, como empresas que tenham entre seus sócios, dirigentes, prestadores de serviço ou fornecedores familiares ou cônjuges de congressistas.
A medida reforça o cerco a práticas consideradas de potencial conflito de interesses na execução do orçamento.
Cenário internacional: Fed no foco
No cenário externo, os mercados seguem atentos às sinalizações vindas dos Estados Unidos. A Casa Branca reiterou que o presidente Donald Trump pretende anunciar, nas próximas semanas, a escolha de um novo presidente para o Federal Reserve.
A expectativa em torno do comando do Fed adiciona um elemento extra de volatilidade aos mercados globais, especialmente em um momento de discussão sobre cortes de juros, inflação e crescimento da economia americana.













