A XP Research avalia que a tese de investimento da Aura Minerals (AURA33) segue sustentada pela capacidade de execução operacional demonstrada ao longo de 2025, combinada a catalisadores específicos nos ativos e a um ambiente macroeconômico favorável ao ouro.
Segundo relatório assinado por Lucas Laghi, Fernanda Urbano e Guilherme Nippes, do time de Research da XP, a companhia encerrou o ano com produção total de 280 mil onças equivalentes de ouro (kGEO) a preços correntes, crescimento de 5% em relação a 2024, resultado em linha com a faixa média do guidance anual, que variava entre 266 mil e 300 mil kGEO.
Mesmo ao excluir a contribuição da MSG, a produção somou 276 mil kGEO, ainda dentro do intervalo projetado. Para a corretora, a entrega do guidance reforça a credibilidade operacional da Aura em um setor historicamente sensível a riscos de execução.
EPP se consolida como pilar da tese
Entre os ativos, a XP destaca o desempenho do EPP, cuja produção anual atingiu 35 mil kGEO, superando o teto do guidance divulgado para 2025. O resultado foi impulsionado por melhores teores e ganhos consistentes de produtividade, o que sustenta a leitura de eficiência operacional do ativo.
Mesmo com uma leve retração no volume produzido no quarto trimestre, o desempenho acumulado do ano reforça, segundo a corretora, a capacidade do EPP de gerar valor em diferentes cenários de mercado.
Almas e San Andres aumentam previsibilidade operacional
Outro ponto central da tese, na visão da XP, é o desempenho de Almas e San Andres, que entregaram produção no topo ou acima do guidance anual.
Em Almas, a melhora do desempenho operacional após a expansão da planta permitiu maior volume processado e maior estabilidade da operação. Já San Andres manteve operações estáveis ao longo do ano, mesmo diante de efeitos sazonais e obras de ampliação da área de empilhamento, encerrando 2025 no limite superior da projeção de produção.
Segundo a corretora, ativos com esse perfil aumentam a previsibilidade dos resultados e reduzem o risco operacional agregado do portfólio.
Borborema e Aranzazu não alteram a leitura estrutural
Do lado negativo, a XP avalia que os resultados abaixo do guidance em Borborema e Aranzazu não comprometem a tese de investimento.
Em Borborema, a produção menor refletiu recuperações mais baixas durante a fase pré comercial, embora o desempenho tenha apresentado melhora relevante no quarto trimestre. Em Aranzazu, o impacto negativo esteve associado principalmente aos efeitos da conversão de preços dos metais, e não a uma deterioração estrutural da operação.
Para a corretora, esses fatores já estavam mapeados no cenário base.
MSG adiciona opcionalidade à tese
Outro ponto destacado no relatório foi a inclusão da produção da MSG no quarto trimestre de 2025, com contribuição inicial de 4,8 mil kGEO, considerando apenas o mês de dezembro.
A XP trata o ativo como uma opcionalidade positiva dentro da tese, com expectativa de melhora gradual à medida que a empresa avance na recuperação operacional.
No consolidado, a XP Research mantém visão positiva para as ações da Aura Minerals, sustentada pela combinação de ventos macro favoráveis ao ouro e microcatalisadores operacionais, como ganhos de produtividade, normalização de ativos em transição e maior previsibilidade de produção.
Segundo a corretora, esse conjunto de fatores segue oferecendo potencial de upside adicional para AURA33, mesmo após a entrega do guidance de produção em 2025.













