Banco Central: Abaixar ou aumentar demais Selic por muito tempo é um erro, avalia especialista

Na visão do especialista, o pior cenário seria uma estagflação, apesar de Machado não acreditar de que de fato possa acontecer

O mercado elevou a perspectiva para a taxa básica de juros ao final deste ano, depois de o Banco Central ter deixado em aberto o rumo da Selic e em meio à pressão inflacionária, ao mesmo tempo em que voltou a aumentar a projeção para a alta dos preços. Sérgio Machado, gestor da Trópico, apontou os equívocos que o BC cometeu para controle da inflação.

“Um dos erros, que não foi só levar tão abaixo, foi permanecer no erro. Eu acho que se eles errarem em excesso e permanecerem em excesso também vão criar um problema paralelo”, disse durante participação na programação da BM&C News.

Na visão do especialista, o pior cenário seria uma estagflação, apesar de Machado não acreditar de que de fato possa acontecer.

“O mal que essa taxa de juros corrente pode ainda criar no nível de atividade pode ser muito maior”, pontuou.

Além disso, durante a análise, o gestor da Trópico falou sobre os setores que podem ser os maiores prejudicados com o cenário inflacionário e citou imobiliário e de consumo.

A pesquisa Focus divulgada pelo BC na última segunda-feira (14) mostrou que os economistas consultados passaram a calcular a Selic agora a 12,25% no fim de 2022, contra taxa de 11,75% prevista na semana anterior. Para 2023 segue estimativa de Selic a 8,0%.

Confira a análise completa no vídeo abaixo:

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