Reserva de emergência: como lidar com imprevistos sem desorganização

73% dos brasileiros não guardam dinheiro, aponta pesquisa

Você já parou para pensar o que faria caso acontecesse um imprevisto e de repente precisasse de mais dinheiro, assim, da noite para o dia? Se perdesse o emprego, como iria manter as contas em dia?  Caso não saiba responder essas perguntas, você provavelmente precisa de uma reserva de emergência, mas sabe o que é?

O conceito é simples, mas na prática pode ser mais complicado do que se imagina. A reserva de emergência é aquele dinheiro guardado para usar somente quando precisar.

Apesar de simples, uma pesquisa online realizada com 1.420 pessoas, pela Acordo Certo, mostrou que 73% dos participantes não estavam guardando dinheiro no final de 2020. 

Quanto devo ter?

Essa resposta é individual, mas você deve levar em consideração alguns fatores, como a estabilidade no trabalho, filhos, padrão de vida, fontes de renda, contas entr outros pontos.

Apesar disso, há uma forma de se “calcular” o quanto se deve guardar. Parece complexo, mas caso tenha uma estabilidade financeira seria indicado guardar um montante que sirva para cobrir todas as despesas por seis meses. No entanto, caso tenha um trabalho autônomo, o indicado seria ter guardado um valor que representa quase 1 ano de despesas. 

Mas lembre-se, não existe uma quantia certa. E sim, aquela que te deixa confortável caso grandes imprevistos aconteçam.

Onde deixar guardado?

Quando se pensa em reserva de emergência, logo vem em mente a poupança, mas mesmo com alta da Selic em 2,75%, esta não tem sido uma boa opção. Para Ivens Gasparotto, consultor financeiro da Suno, deixar o dinheiro na poupança “deixa de ser ganho, para se tornar perda real”, consequentemente, ao longo do tempo seu dinheiro desvaloriza. 

Outro ponto, segundo Gasparotto, é a aversão ao risco e à perda, que estimulam alternativas culturalmente menos rentáveis para quem quer ver o dinheiro render.

Com a baixa taxa de juros da Selic, o dinheiro guardado na poupança vem rendendo menos do que a inflação, logo R$ 100 reais colocados na poupança irá ter um menor poder de compra no ano seguinte. 

Com isso, temos que pensar em outros ativos, mas eles devem preencher alguns requisitos:

Baixo Risco 

Pensando que o foco não será a lucratividade do ativo, e sim manter o poder de compra do dinheiro aplicado, é necessário focar em um investimento que que oscile pouco e que compense a lucratividade quando analisamos o risco x retorno.

Alta Liquidez

O investimento também deve ter uma alta liquidez, já que estamos pensando em um ativo que seja somente para guardar o dinheiro. Portanto, o ideal é que seja um ativo que o valor investido tenha liquidez diária, ou seja, que o dinheiro possa ser resgatado em um ou dois dias. 

Como evitar gastar mais do que deve?

Para isso, é indicado alguns passos, como:

Registro e Controle dos gastos 

Pode ser uma tarefa chata, mas ajuda a encontrar gastos desnecessários. Separe os gastos necessários dos supérfluos, assim será possível organizar melhor as contas.

Dar preferência por compras à vista 

É importante dar preferência a compras à vista principalmente quando é aplicado algum desconto do valor total, gerando uma economia no final do mês. Além disso, é uma forma de evitar outros gastos e comprar uma coisa de cada vez, para a fatura do cartão no final do mês não te surpreender.

Defina o valor que será poupado

Este é um passo importante para criar uma reserva de emergência, pois se torna uma de suas obrigações, fazendo com que todo mês tenha aquela quantia guardada antes mesmo de realizar os pagamentos obrigatórios. 

Atenção aos prazos de pagamentos 

Atrasos podem acontecer, mas lembre-se que pode resultar em multas e juros, então fique atento aos prazos.

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