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O gigantesco submarino soviético de mísseis balísticos armazena um poder de fogo termonuclear capaz de apagar continentes inteiros do mapa enquanto permanece escondido sob as calotas de gelo espessas do oceano ártico durante meses a fio, aguardando silenciosamente a ordem de lançamento final que daria início à terceira guerra mundial

Laila Por Laila
21/05/2026
Em Veículos

O submarino nuclear da classe Delta IV nasceu na União Soviética e segue como uma peça da dissuasão estratégica russa. Projetado para operar no Oceano Ártico e no Mar de Barents, ele combina porte extremo, propulsão nuclear e patrulhas prolongadas sob regiões geladas.

Como o submarino Delta IV nasceu na União Soviética?

A classe Delta IV, também conhecida como Projeto 667BDRM Delfin, foi desenvolvida no fim da década de 1970 e entrou em serviço a partir de 1984. Conforme o registro enciclopédico da classe Delta, essa linhagem pertence à família de submarinos nucleares soviéticos lançadores de mísseis balísticos.

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Sete embarcações foram construídas no estaleiro Sevmash, em Severodvinsk, e incorporadas à Frota do Norte após o fim da União Soviética. A base operacional da classe fica ligada à região de Gadzhiyevo, na Península de Kola.

Mapa mostra Kola, Mar de Barents e presença submarina no Ártico

Leia também: O avançado obuseiro autopropulsado chinês de 35 toneladas dispara projéteis de 155 milímetros a distâncias inacreditáveis de até 50 quilômetros, utilizando um moderno carregador automático que reduz a fadiga da tripulação e assegura uma taxa de disparo contínua durante operações de apoio de fogo intenso em cenários táticos complexos

Por que o submarino russo opera em áreas protegidas do Ártico?

A lógica da classe Delta IV está ligada à chamada doutrina de bastião, em que submarinos estratégicos permanecem em regiões marítimas protegidas por outras forças navais e aéreas. Em vez de patrulhas abertas pelo oceano inteiro, o foco é manter presença em áreas como o Mar de Barents e o Ártico.

O gelo cria um ambiente acústico complexo e dificulta a detecção, especialmente em longas patrulhas. Essa combinação de isolamento geográfico, clima extremo e proteção militar transforma a região ártica em uma zona central para a dissuasão naval russa.

Gelo ártico e camadas do oceano ocultam o submarino estratégico

Quais dados definem o submarino Delta IV?

O porte do submarino explica sua função estratégica. A classe tem cerca de 167 metros de comprimento, deslocamento submerso aproximado de 18.200 toneladas e foi projetada para operar por longos períodos com uma tripulação numerosa.

Os dados gerais da classe mostram a escala do projeto soviético sem entrar em detalhes operacionais de emprego:

ElementoInformação geral
ClasseDelta IV, Projeto 667BDRM Delfin
OrigemUnião Soviética, fim da década de 1970
Entrada em serviçoA partir de 1984
ComprimentoCerca de 167 metros
Deslocamento submersoCerca de 18.200 toneladas
Função principalDissuasão estratégica naval

Como o submarino se mantém relevante diante da classe Borei?

Mesmo com origem soviética, a classe Delta IV continuou em serviço russo durante a transição para os submarinos de quarta geração da classe Borei. Essa permanência ocorre porque a substituição de submarinos estratégicos exige continuidade, manutenção especializada e integração gradual de novas plataformas.

A classe Borei representa a nova geração da dissuasão oceânica russa, mas os Delta IV ainda aparecem como parte do período de transição. Isso evita uma lacuna imediata na capacidade naval estratégica enquanto unidades mais recentes assumem espaço na frota.

O que torna a dissuasão submarina diferente de outras forças nucleares?

A dissuasão submarina depende menos da visibilidade pública e mais da incerteza. Um submarino estratégico oculto no mar cria dificuldade para qualquer adversário calcular sua localização, sua rota e sua disponibilidade em um cenário de crise.

Essa função pode ser entendida pelos principais fatores abaixo:

  • Mobilidade oceânica: o navio não fica preso a uma base fixa em terra.
  • Propulsão nuclear: permite patrulhas longas, limitadas principalmente por suprimentos e tripulação.
  • Ambiente ártico: o gelo e a geografia dificultam a vigilância contínua.
  • Força de retaliação: a missão central é sustentar dissuasão, não presença ostensiva.
  • Transição tecnológica: classes antigas e novas podem operar em paralelo durante anos.

Por que o debate sobre submarinos nucleares continua sensível na Europa?

Submarinos nucleares de dissuasão aparecem no centro das discussões sobre segurança internacional porque combinam tecnologia militar, sigilo operacional e risco geopolítico. No contexto institucional europeu de defesa, a dissuasão nuclear segue tratada como tema estratégico de Estado, especialmente entre potências com forças oceânicas próprias.

Para contextualizar o debate sobre submarinos nucleares russos no imaginário público, o Domingo Espetacular, com 8,94 milhões de inscritos e mais de 2 milhões de visualizações no conteúdo, apresentou uma reportagem sobre o K-329 Belgorod e o temor em torno de novas armas submarinas russas:

O submarino Delta IV simboliza uma era de dissuasão sob o gelo

O submarino Delta IV permanece associado a uma lógica militar herdada da Guerra Fria: sobreviver oculto, operar longe dos olhos públicos e manter uma capacidade estratégica como instrumento de dissuasão. Sua importância está mais na incerteza que ele impõe do que em qualquer aparição visível.

A transição para a classe Borei mostra que essa lógica não desapareceu, apenas mudou de geração tecnológica. No Ártico, a disputa silenciosa por presença, vigilância e sobrevivência continua sendo uma das faces mais discretas da segurança global.

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