O Saab JAS 39 Gripen E, conhecido na Força Aérea Brasileira (FAB) como F-39, é o mais novo padrão de defesa do espaço aéreo nacional. Este caça sueco atinge a velocidade de Mach 2 e possui um radar AESA de ponta, colocando o Brasil na vanguarda da guerra eletrônica na América Latina.
Como o radar AESA do Gripen E muda as regras do combate?
O coração tecnológico do Gripen E é o seu radar de Varredura Eletrônica Ativa (AESA), modelo Raven ES-05. Diferente dos radares mecânicos antigos, ele utiliza milhares de pequenos módulos que enviam feixes de radar em múltiplas direções quase simultaneamente, rastreando dezenas de alvos no ar e no solo sem se expor.
Esse nível de consciência situacional permite que o piloto dispare mísseis muito além do alcance visual (BVR). Informações técnicas divulgadas pela Força Aérea Brasileira (FAB) destacam que o sistema de guerra eletrônica do caça é capaz de interferir em radares inimigos, criando “fantasmas” digitais para proteger a aeronave.

Por que a Suécia focou na arquitetura de “software primeiro”?
O Gripen E não é apenas uma máquina de metal; ele é desenhado como um “smartphone com asas”. A arquitetura de software permite atualizações rápidas de sistemas de armas sem a necessidade de paralisar a aeronave para reestruturação física, o que garante que o caça permaneça relevante contra ameaças futuras por décadas.
Para entender a eficiência operacional do F-39 frente a outros caças multimissão do mercado global, observe a comparação técnica estruturada abaixo:
| Capacidade Operacional | Saab JAS 39 Gripen E | Caças Multimissão Tradicionais (Geração 4) |
| Guerra Eletrônica (EW) | Integrada no chassi (interferência ativa total) | Exige pods externos (cria arrasto) |
| Tempo de Reabastecimento | ~10 minutos (equipe reduzida) | Elevado (exige infraestrutura pesada) |
Quais as capacidades operacionais do F-39 no Brasil?
O caça foi escolhido pelo Brasil não apenas pela tecnologia, mas pelo custo de hora de voo ser um dos mais baixos da sua categoria. O motor General Electric F414G oferece empuxo suficiente para “supercruzeiro”, ou seja, a aeronave consegue voar acima da velocidade do som sem utilizar a pós-combustão, economizando combustível precioso.
Abaixo, detalhamos os números e especificações que definem a letalidade e a performance desta aeronave no espaço aéreo brasileiro:
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Velocidade Máxima: Mach 2 (cerca de 2.400 km/h).
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Radar Principal: Raven ES-05 AESA (Varredura Eletrônica Ativa).
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Capacidade de Carga: 10 pontos duros (pylons) para mísseis e bombas inteligentes.
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Transferência de Tecnologia: Acordo prevê a fabricação de unidades pela Embraer no Brasil.
Como a parceria entre Brasil e Suécia fortalece a defesa nacional?
O Programa FX-2 não foi apenas uma compra de aeronaves, mas um acordo de transferência de tecnologia sem precedentes. Engenheiros brasileiros da Embraer aprenderam a desenvolver sistemas aviônicos complexos na Suécia, capacitando o Brasil a projetar caças de forma independente no futuro.
A versão biposto (para dois pilotos), o Gripen F, está sendo desenvolvida com liderança da indústria nacional. Essa parceria transforma o polo aeroespacial de Gavião Peixoto, em São Paulo, em um centro de excelência global para a manutenção e modernização de aeronaves de 4,5ª geração.
Para aprofundar seu conhecimento sobre a mais recente aquisição da Força Aérea Brasileira, selecionamos o conteúdo do canal Hoje no Mundo Militar. No vídeo a seguir, o apresentador detalha visualmente o moderno Saab JAS 39 Gripen, passando por sua história de desenvolvimento, tecnologia multitarefa e o seu impressionante poder de combate:
O caça pode operar a partir de rodovias comuns?
Sim. Seguindo a doutrina de defesa sueca da Guerra Fria, o Gripen E foi projetado para operar a partir de bases dispersas. Ele pode decolar e pousar em rodovias comuns asfaltadas com apenas 800 metros de extensão, sendo reabastecido e rearmado por uma equipe de apenas seis mecânicos e um caminhão comum.
Essa flexibilidade tática é um trunfo estratégico formidável. Em caso de conflito onde as bases aéreas tradicionais do Brasil fossem destruídas, os esquadrões de F-39 poderiam continuar operando a partir de qualquer estrada federal, garantindo a soberania do nosso espaço aéreo.

