Pular para o conteúdo
Mercados
IBOV 185.634 -0.84% USD/BRL R$ 5,15 +0.45% EUR/BRL R$ 5,95 +0.08% BTC/BRL R$ 407.422 +2.08% PETR4 R$ 48,98 -0.04% VALE3 R$ 75,74 -3.15% WEGE3 R$ 50,91 -1.13% ITUB4 R$ 42,24 -1.15% BBDC4 R$ 18,31 -1.51% BBAS3 R$ 22,11 -1.69% BPAC11 R$ 60,70 -0.20% ABEV3 R$ 15,86 +1.54% CYRE3 R$ 25,25 -2.77%
MERCADOS

Zero a zero: Como ficaram as ações da Coca-Cola um mês após ato de CR7

Notícias apontaram que o simples gesto do jogador fez a companhia perder US$ 4 bilhões

Reprodução/Twitter

No mês passado, notícias apontaram que o jogador português Cristiano Ronaldo, o CR7, fez a Coca-Cola perder bilhões em valor de mercado. Tudo porque ele teria afastado garrafas da bebida em uma coletiva de imprensa da Eurocopa e recomendando que as pessoas tomassem água no lugar  – obviamente, por ser mais saudável. Segundo algumas notícias que circularam, esse simples gesto fez a companhia perder US$ 4 bilhões

No entanto, segundo análises de mercado, não foi bem assim. A declaração do jogador ocorreu em uma coletiva de imprensa na segunda-feira (14) daquele mês, às 15h45 no horário da Europa Central. Em Nova York, onde as ações da Coca-Cola são negociadas, eram 9h45 da manhã (10h45 aqui no Brasil).

LEIA MAIS:

Só que as bolsas abriram 15 minutos antes, e a Coca já estava em forte queda. As ações dela (negociadas com o ticker KO) fecharam na sexta-feira (11) custando US$ 56,16, segundo o histórico no site do Yahoo Finance. 

Como ocorre todo dia, houve o leilão de abertura da bolsa: ocasião em que os investidores registram suas ofertas de compra e vendas de ações. É isso que define o valor de abertura das ações – e foi no leilão que o preço da Coca-Cola caiu. Naquela segunda-feira, elas abriram valendo US$ 55,69, uma queda de 0,9% em relação ao fechamento de sexta. Tudo isso antes da tal coletiva de imprensa e do gesto de Cristiano. 

A diferença foi de US$ 0,47. Tinha um motivo: a segunda foi o dia em que os papéis da Coca foram negociados ex-dividendos — quando uma empresa anuncia a distribuição de lucros aos acionistas, ela estabelece uma data em que a ação não dá mais direito àquele naco do lucro. 

Para o acionista que tinha o papel na sexta, não muda nada. Ele ganha os centavos dos dividendos (era US$ 0,42) e continua com o mesmo dinheiro no total. Quem comprou na segunda precisaria esperar a próxima distribuição de resultados.

Ajuste ao longo do dia

Tanto era um movimento previsto, que depois as coisas se ajustaram. Ao longo do dia, o preço do ativo flutuou entre a máxima de U$ 55,71 e a mínima de U$ 55,20. No fim, recuperou parte das perdas que teve logo no começo do pregão e fechou custando U$ 55,55. Ou seja: o gesto do jogador ficou só para a ironia. 

Obviamente, declarações ou gestos de pessoas famosas – como é o caso de Cristiano Ronaldo, que é o indivíduo com mais seguidores (300 milhões) em todo o mundo no Instagram – podem afetar o mercado financeiro. Mas nesse caso, virou só uma explicação aleatória para o movimento do mercado. 

No dia seguinte, grandes jornais como o The Washington Post e o USA Today começaram a atribuir a queda das ações ao gesto de Cristiano Ronaldo. E aí a publicidade negativa veio forte, com vários outros veículos replicando a mesma notícia. Isso sim parece ter tido um impacto negativo na imagem da empresa: as ações só estão caindo desde então, fechando nesta sexta-feira a 53.77. Isso deu um tombo de mais de 4%.

E nem mesmo isso dá para colocar na conta do jogador português. É que o S&P 500, o principal índice de ações americanos, caiu 1,9%, na sua pior semana desde fevereiro. O motivo é a dificuldade de investidores ajustarem as previsões de inflação e alta de juros lá nos EUA. Só que esse rame-rame não é tão divertido quanto dizer que Cristiano Ronaldo não gosta de Coca-Cola. 

No zero a zero 

Segundo levantamento feito pela BM&C News, um mês após o ocorrido, se comparado com aquela mesma data, o preço das ações da Coca-Cola (COCA34) na B3 (bolsa brasileira) subiu 4,34%, passando a valer de R$ 46,93 para R$ 48,97 na média diária. Em Nova York, nos EUA, onde as ações da companhia são negociadas, a Coca-Cola Co (KO) registrou uma alta de 2,32%, saindo de US$ 55,03 para US$ 56,34. 

Ou seja, um aumento tímido, se levarmos em consideração a repercussão do caso. Como no jogo de futebol, esse confronto ficou no empate de zero a zero. Pois, semanas depois do caso, CR7 foi eliminado da competição europeia juntamente com a seleção de Portugal em partida contra a Bélgica. Patrocinadora master da competição, a Coca-Cola resolveu dar o troco. 

Vingança

A imagem correu o mundo e a empresa americana apresentou uma desvalorização de US$ 4 bilhões (R$ 21 bilhões na cotação atual) em valor de mercado após a ação ser repercutida. Porém, com a eliminação de Portugal, veio a “vingança” da marca de refrigerantes. Uma série de memes tomou as redes, mas, um deles bombou pela grande criatividade.

Nele, ao invés do craque retirar o refrigerante da mesa, é uma Coca-Cola gigante que tira Cristiano Ronaldo de cena, em menção a eliminação.

Redenção

Depois do “chega pra lá” que o astro português Cristiano Ronaldo deu na Coca-Cola no dia 14 de junho, afastando as garrafas do refrigerante e dizendo que só é adepto da boa e velha água durante coletiva de imprensa, o zagueiro italiano Leonardo Bonucci, promoveu a “redenção” da marca americana.

Durante coletiva de imprensa em comemoração da Eurocopa no último domingo (11), o jogador da Juventus, que marcou um dos gols da partida da final entre Itália e Inglaterra e também converteu um pênalti, abriu uma garrafa de Coca-Cola e deu um gole generoso.

Se inscreva no nosso canal e acompanhe a programação ao vivo:

https://vimeo.com/event/845002
ReproduГѓВ§ГѓВЈo/Twitter
Zero a zero: Como ficaram as ações da Coca-Cola um mês após ato de CR7