O Ibovespa encerrou a sessão desta segunda-feira (2) em alta, em um pregão marcado por cautela e ajustes de posição por parte dos investidores. O índice foi sustentado principalmente pelo desempenho positivo dos bancos e de ações ligadas a commodities, em um dia de agenda econômica ainda esvaziada no Brasil.
Ao final dos negócios, o principal índice da bolsa brasileira avançou 0,79%, aos 182.793,40 pontos, iniciando fevereiro em terreno positivo após um janeiro de forte valorização.
O que sustentou o avanço do índice?
Entre os destaques positivos do dia estiveram os grandes bancos e a Vale. As ações da mineradora chegaram a operar com ganhos superiores a 1% ao longo do pregão, mas reduziram o ritmo de alta na parte final da sessão, ainda assim contribuindo para o desempenho do índice.
Além disso, o setor financeiro teve desempenho majoritariamente positivo, refletindo expectativas mais favoráveis para o ambiente doméstico de juros e atividade econômica ao longo do ano.
Petrobras limita ganhos do mercado?
Por outro lado, as ações da Petrobras figuraram entre as principais pressões negativas do dia. O recuo dos preços do petróleo no mercado internacional pesou sobre os papéis da estatal, limitando um avanço mais expressivo do Ibovespa.
Enquanto isso, outras empresas ligadas a commodities metálicas conseguiram acompanhar o movimento positivo observado no exterior.
Dólar sobe e juros futuros fecham mistos
No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou em alta frente ao real, refletindo um movimento de fortalecimento global da moeda americana e ajustes pontuais de fluxo.
Já os juros futuros encerraram o pregão com comportamento misto ao longo da curva, em meio à expectativa pela divulgação da ata da última reunião do Copom, que pode trazer novas pistas sobre os próximos passos da política monetária.
O que o mercado acompanha nos próximos dias?
Para a sequência da semana, os investidores devem voltar suas atenções para a divulgação da ata do Copom, além de indicadores econômicos relevantes no exterior e a continuidade da temporada de balanços, fatores que podem trazer maior volatilidade aos ativos domésticos.

