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Para fugir da inflação, brasileiro deve dolarizar pelo menos 18% dos investimentos, diz FGV

Fernanda Capelli Por Fernanda Capelli
30/01/2025
Em INTERNACIONAL, INVESTIMENTOS E FINANÇAS, MERCADOS

Um levantamento realizado pelo Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGVcef) analisou a influência da volatilidade cambial no consumo dos brasileiros. O estudo aponta que a exposição às oscilações do dólar não é restrita a faixas de alta renda e que mesmo as classes média e baixa são diretamente afetadas pela desvalorização do real.

De acordo com a pesquisa “Impacto Cambial no Consumo dos Brasileiros e a Necessidade de Diversificação Internacional”, mais de 10% da cesta de consumo é composta por itens importados, como eletrônicos, veículos, combustíveis e medicamentos. Quando o real perde valor em relação ao dólar, esses produtos ficam mais caros, elevando o custo de vida.

Mesmo com os custos dolarizados, dados apontam que o Brasil é um dos países que tem maior viés doméstico quando o assunto é investimentos. Só para se ter uma ideia, a Anbima aponta que aproximadamente 1,56% do patrimônio investido em fundos aqui no Brasil é que tem exposição cambial.

Em parceria com a Avenue, Will Castro Alves, Estrategista Chefe da Avenue, e Ricardo Rochman, Professor de Finanças na FGV estiveram presentes no evento exclusivo nesta quarta-feira (29), em São Paulo, para divulgar os dados da pesquisa. Foi levantada uma discussão sobre como enfrentar os desafios do impacto cambial e transformar sua estratégia financeira.

“A ideia é que o brasileiro já está vendido em dólar, querendo ou não. Então o investidor precisa neutralizar essa posição. Sempre nos baseamos na ideia de que o brasileiro é consumidor global e com investimento local”, destacou o estrategista Chefe da Avenue.

Inflação afeta renda das famílias

O estudo revela que mesmo sem variação cambial, o consumidor brasileiro já sofre um impacto de 14% devido à composição da cesta de consumo. Caso o dólar suba, essa porcentagem pode chegar a 17%, reforçando a vulnerabilidade da economia doméstica às flutuações do mercado internacional.

Os efeitos da inflação sobre o consumo também variam conforme a classe social. No setor de alimentos e bebidas, por exemplo, o impacto atinge 37% das famílias de baixa renda, enquanto nas classes média e alta os índices são de 20,9% e 13,1%, respectivamente. No setor de habitação, a inflação pesa 21,9% para famílias de baixa renda, 16,2% para a média e 9% para a alta renda.

“No estudo, a gente mesmo percebeu que certos efeitos do câmbio vão aparecer em até 12 meses depois. Às vezes, uma cadeia de suprimento mais longa. Ou seja, traduzindo, não basta comprar moeda ou ativos, realizar investimentos atrelados ao câmbio com exposição cambial agora. É necessário um processo praticamente mensal”, explicou Rochman.

Diversificação internacional reduz riscos

Os autores do estudo, Claudia Emiko Yoshinaga, Francisco Henrique Figueiredo, Ricardo Ratner Rochman e William Eid Junior, recomendam que os brasileiros aumentem a exposição de seus investimentos a ativos internacionais para proteger o poder de compra. Segundo eles, “para neutralizar os efeitos das variações cambiais, é indicado ter pelo menos 16% do portfólio investido no exterior”. Para famílias de alta renda, o percentual sugerido é de 18%.

” A política monetária, principalmente conduzida pelo Banco Central, está parando de funcionar. Então, o que tem que voltar a funcionar ou o que tem que entrar em ordem é a política fiscal. Isso a gente já começou a ver no final do segundo semestre do ano passado, principalmente com o endividamento do governo crescendo muito, chegando perto a 80%”, declarou  Ricardo Rochman, Professor de Finanças na FGV.

William Eid Junior explica que “a volatilidade cambial tem efeito direto sobre o preço de muitos bens de consumo essenciais no Brasil. Quando o real se desvaloriza, o custo desses produtos aumenta significativamente”. Ele acrescenta que a inflação gerada pelo dólar alto afeta principalmente famílias de baixa e média renda, que destinam uma parcela maior de sua renda a bens essenciais.

Durante o evento de divulgação da pesquisa, Castro Alves destacou o aumento da procura de brasileiros por investimentos em dólar. “Estamos batendo recorde de captação. Batemos em dezembro e janeiro. Então o pessoal está aproveitando bastante essa queda recente do câmbio”, afirmou.

Acesso a novos mercados e setores em crescimento

O levantamento também destaca que a diversificação internacional permite que investidores brasileiros acessem setores que não estão bem representados na Bolsa de Valores local. “Investir no exterior permite ao investidor brasileiro acessar novas oportunidades e setores em crescimento, além de proteger o portfólio das oscilações da moeda local”, afirmam os pesquisadores.

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“Da mesma maneira que usamos protetor solar e viseira, pensando em se proteger do sol agora no verão, o investidor precisa se proteger sua carteira para que não seja queimada, digamos assim, quando a gente vê o dólar saltar”, disse o economista Will Castro Alves.

Setores como tecnologia e biotecnologia têm apresentado crescimento expressivo em bolsas internacionais, enquanto no Brasil a oferta de ativos nesses segmentos é limitada. Essa diferença reforça a necessidade de alocação de recursos em mercados globais.


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