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Brasil e China avançam na integração financeira com listagem do Ibovespa em bolsas chinesas

Maurílio Goeldner Por Maurílio Goeldner
29/10/2025
Em INVESTIMENTOS E FINANÇAS

O mercado de capitais brasileiro deu mais um passo no processo de internacionalização. O Ministério da Fazenda e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) anunciaram que as autoridades reguladoras chinesas autorizaram a listagem de fundos de índice (ETFs) referenciados no Ibovespa B3 nas bolsas de Xangai e Shenzhen, no âmbito do Programa ETF Connect Brasil–China.

O mecanismo estabelece uma ponte recíproca entre a B3 e as bolsas chinesas, permitindo a listagem cruzada de ETFs entre os dois países. O programa, lançado em maio de 2025, começou com fundos brasileiros atrelados aos índices chineses CSI 300 e ChiNext. Agora, entra em uma nova etapa, com gestoras chinesas como EFunds, China Universal e China Asset Management lançando produtos baseados no índice brasileiro.

Especialistas de mercado veem passo decisivo para internacionalização. “Pela primeira vez, o investidor chinês poderá acessar o Ibovespa dentro do seu próprio ecossistema de investimento, em Xangai e Shenzhen, com liquidez doméstica e governança reconhecida internacionalmente. Isso significa que o Brasil deixou de ser apenas destino de capital para tornar-se origem de valor”, afirma André Vasconcellos, diretor estatutário de Estratégia, Planejamento e RI da Fictor Alimentos.

De acordo com Vasconcellos, o impacto da medida é triplo: amplia visibilidade, legitimidade e liquidez. A visibilidade vem da exposição do Ibovespa no maior mercado de ETFs do mundo emergente; a legitimidade decorre do reconhecimento das autoridades chinesas e da confiança no arcabouço regulatório brasileiro; e a liquidez surge da ampliação da base de investidores internacionais, o que tende a reduzir spreads e melhorar a precificação das ações locais.

Ele observa ainda que essa integração reforça a credibilidade das companhias brasileiras e incentiva as empresas listadas a adotarem padrões globais de transparência e governança. “O capital segue a coerência e o Brasil acaba de dar um passo decisivo para ser percebido como plataforma global de investimento, não como mercado periférico”, resume o executivo.

Expansão e diversificação para o investidor brasileiro

O movimento também cria novas possibilidades para os investidores domésticos.
Para Marco Saravalle, CIO da MSX, a abertura recíproca dos mercados representa uma evolução natural da globalização da indústria de ETFs, oferecendo caminhos adicionais para diversificação e acesso a novos ativos. “O brasileiro está sempre procurando oportunidades de investir no exterior, mas ainda muito concentrado no mercado norte-americano. O mercado chinês tem características e conexões relevantes com o Brasil, especialmente por conta da nossa pauta de commodities”, avalia.

O estrategista-chefe destaca que a reciprocidade é o principal diferencial do programa. Agora, investidores chineses também poderão acompanhar e replicar o desempenho do Ibovespa a partir de suas próprias bolsas, enquanto o brasileiro amplia o leque de produtos para exposição à Ásia. “No curto prazo, o impacto em volume deve ser limitado, mas o potencial de longo prazo é enorme. Essa indústria tende a crescer muito, com produtos cada vez mais acessíveis, simples e baratos para o investidor”, diz Saravalle.

A secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, embaixadora Tatiana Rosito, afirmou que o programa é um marco nas relações financeiras bilaterais, pois “permite uma maior interligação entre os mercados e as bolsas de valores dos dois países”. A diretora da CVM, Marina Copola, ressalta a importância simbólica e prática da iniciativa: “Atualmente, há três produtos negociados no Brasil que refletem índices chineses, o que representa não apenas uma ampliação das opções de diversificação para investidores brasileiros, mas também uma via concreta de aproximação com o mercado de capitais chinês.”

Desafios regulatórios e ganhos institucionais

O avanço do programa exigiu um esforço de alinhamento regulatório entre dois sistemas financeiros de grande escala, com estruturas jurídicas, idiomas e moedas diferentes. Para André Vasconcellos, o sucesso do ETF Connect só foi possível graças à construção de confiança regulatória recíproca entre Brasil e China. “Essa exigência não é apenas técnica, é pedagógica. Ela incentiva as empresas a fortalecer seus programas de Relações com Investidores e a tratar disclosure não como obrigação, mas como ativo competitivo”, observa.

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Na avaliação do executivo, o programa brasileiro–chinês pode se tornar referência para acordos semelhantes com outras potências. “O ETF Connect funciona como um protótipo de integração que poderá inspirar pontes com a Europa e com os Estados Unidos. O Brasil demonstra ser capaz de negociar interoperabilidade regulatória em pé de igualdade. Passa a exportar credibilidade, governança e consistência, elementos que sustentam o ingresso de capital de longo prazo”, completa Vasconcellos.

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