Irã e Omã avançam nas negociações para um acordo que poderia restabelecer a navegação pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas utilizadas para o transporte de petróleo no mundo.
Autoridades americanas afirmaram que um entendimento estaria próximo. A possibilidade de normalização da navegação reduz parte do prêmio de risco incorporado aos preços do petróleo, mas não elimina as incertezas sobre a segurança das rotas do Oriente Médio.
Proposta prevê cobrança de taxas
Segundo informações atribuídas à Associated Press nas laudas, a proposta prevê a criação de rotas administradas por Irã e Omã, além da cobrança de taxas destinadas a garantir a segurança da navegação.
O governo iraniano sustenta que negocia apenas com Omã, sem conversas diretas com os Estados Unidos.
Fontes do governo do Irã também afirmam que um eventual entendimento com Mascate não garantiria, sozinho, a normalização do transporte marítimo. Para Teerã, seria necessário o encerramento das ações americanas na região.
Produção da Opep cresce em julho
Em paralelo às negociações, a produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo aumentou em 1,16 milhão de barris por dia em julho.
A expansão foi puxada principalmente por Arábia Saudita, Kuwait e Iraque. Apesar do crescimento, a oferta do cartel permanece abaixo dos níveis registrados antes da guerra.
A produção e o transporte continuam afetados pela interrupção parcial do fluxo de petróleo pelo Golfo Pérsico e pelo Mar Vermelho.

