BM&C NEWS
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • COLUNA
  • MERCADOS
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • COLUNA
  • MERCADOS
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

O aeroporto que “flutua” e afunda: a megaestrutura no Japão que desafia o oceano e exige obras constantes para não sumir

Laila Por Laila
04/03/2026
Em Engenharia

Inaugurado em 1994, o Aeroporto Internacional de Kansai é uma das obras de engenharia mais impressionantes do Japão, construído sobre duas ilhas artificiais na Baía de Osaka. Porém, o peso da estrutura sobre o solo marinho causa um afundamento contínuo, que já ultrapassou 13 metros em algumas áreas e exige intervenções constantes para manter o aeroporto operacional.

Por que o Aeroporto de Kansai foi construído sobre ilhas artificiais?

A decisão de construir o Aeroporto de Kansai sobre ilhas artificiais foi motivada pela falta de espaço em terra firme na região metropolitana de Osaka, Kobe e Kyoto, uma das mais densamente povoadas do Japão. A solução foi criar uma ilha de 11,5 km² no meio da baía, ligada ao continente por uma ponte de 3,75 km.

O projeto, iniciado em 1987, exigiu o despejo de 180 milhões de toneladas de aterro sobre o leito marinho, formando duas ilhas: a Ilha 1 (inaugurada em 1994) e a Ilha 2 (concluída em 2007). A obra custou cerca de US$ 20 bilhões, tornando-se um dos aeroportos mais caros da história.

A decisão de construir o Aeroporto de Kansai sobre ilhas artificiais foi motivada pela falta de espaço em terra firme na região metropolitana de Osaka, Kobe e Kyoto, uma das mais densamente povoadas do Japão

Leia também: Com 117 metros de envergadura e duas fuselagens, o avião colossal foi projetado com a missão de lançar veículos militares hipersônicos em pleno voo

Como a engenharia criou as ilhas artificiais do Aeroporto de Kansai?

A construção exigiu técnicas inovadoras para estabilizar o solo marinho. Primeiro, foram instalados 2,2 milhões de tubos de drenagem vertical para acelerar a consolidação da argila. Em seguida, uma camada de areia foi despejada e compactada, formando a base para o aterro rochoso.

O terminal, projetado por Renzo Piano, é uma estrutura sísmica capaz de suportar terremotos. Apesar do cuidado, os engenheiros subestimaram a compressibilidade da argila marinha, que age como uma esponja molhada sob o peso da ilha.

O que causa o afundamento contínuo do Aeroporto de Kansai?

A principal causa é a subsidência provocada pelo peso da ilha sobre a camada de argila marinha, que ainda está se compactando. A Ilha 1 já afundou entre 11 e 13,6 metros desde o início da construção em 1980, sendo 3,84 metros apenas após a inauguração. A taxa atual é de 6 a 10 cm por ano.

A Ilha 2, construída depois, apresenta afundamento mais acelerado: cerca de 17,47 metros totais, com taxa de 21 cm/ano em 2024. Esse processo irregular cria tensões diferenciais nas fundações, exigindo ajustes constantes.

Leia Mais

Com quase 57 km sob os Alpes, o túnel suíço que atravessa montanhas por dentro mudou a lógica dos trens na Europa

Com quase 57 km sob os Alpes, o túnel suíço que atravessa montanhas por dentro mudou a lógica dos trens na Europa

3 de junho de 2026
Mil Mi-26 içando carga pesada na Sibéria sobre neve e tundra

O gigante soviético que carrega tanques, aviões e 90 soldados em missões extremas onde caminhões não conseguem chegar

3 de junho de 2026
A principal causa é a subsidência provocada pelo peso da ilha sobre a camada de argila marinha, que ainda está se compactando

Quais são as consequências da subsidência para a estrutura do aeroporto?

O afundamento irregular causa deformações nas pistas, nos terminais e nas conexões com a ponte. Se não fosse controlado, em 30 a 50 anos o aeroporto poderia ficar abaixo do nível do mar, como alertam especialistas. A tabela abaixo resume os dados críticos:

Ilha Inauguração Afundamento total Taxa atual
Ilha 1 1994 11 — 13,6 m 6–10 cm/ano
Ilha 2 2007 ~17,47 m 21 cm/ano (2024)

Como os engenheiros estão combatendo o afundamento do Aeroporto de Kansai?

Para evitar que o aeroporto desapareça, um conjunto de contramedidas de engenharia foi implementado desde os anos 1990. Já foram investidos mais de R$ 730 milhões em elevações periódicas e reforços estruturais. As principais ações incluem:

  • Elevações hidráulicas: colunas ajustáveis sob as fundações elevam partes da estrutura.
  • Injeção de concreto: preenche vazios e estabiliza o solo sob as pistas.
  • Drenagens verticais: mais de 2 milhões de tubos aceleram a dissipação da água da argila.
  • Reforço de muralhas: diques são elevados e reforçados para conter o mar.
  • Monitoramento contínuo: sensores medem a subsidência em tempo real, permitindo ações preventivas.
Elevações hidráulicas: colunas ajustáveis sob as fundações elevam partes da estrutura

O canal Catter Engenharia, com mais de 75 mil inscritos, publicou um vídeo detalhando os desafios e as soluções para salvar o Aeroporto de Kansai. A apresentação mostra como os engenheiros estão trabalhando para evitar que a megaestrutura afunde no mar nas próximas décadas.

O Aeroporto de Kansai pode desaparecer no mar?

Sem as intervenções contínuas, o Aeroporto de Kansai estaria condenado a submergir em 30 a 50 anos. No entanto, as obras de elevação e reforço têm conseguido compensar a subsidência, mantendo as pistas de 10 a 15 metros acima do nível do mar. O custo, porém, é alto, e o futuro exige inovação constante.

O caso de Kansai é um exemplo extremo de como a engenharia pode desafiar a natureza, mas também um alerta sobre os limites da intervenção humana em ambientes instáveis. A experiência japonesa serve de lição para futuras construções costeiras em todo o mundo.

Ibovespa sobe 0,64% com dados dos EUA; dólar fica estável

Embraer amplia entregas no 2º trimestre e atinge melhor resultado em 16 anos

Chanel adquire Charvet e amplia presença na tradição da moda francesa

Governo vai começar a retirar subsídio de R$ 0,44 da gasolina, diz Durigan

Bolsa de valores americana e mercados internacionais: como o trader brasileiro pode operar além da B3

SEO está ficando para trás? Entenda o que é GEO no comércio digital

Quem somos

A BM&C News é um canal multiplataforma especializado em economia, mercado financeiro, política e negócios. Produz conteúdo jornalístico ao vivo e sob demanda para TV, YouTube e portal digital, com foco em investidores e executivos.

São Paulo – Brasil

Onde assistir

Claro TV+ – canal 547
Vivo TV+ – canal 579
Oi TV – canal 172
Samsung TV Plus – canal 2053
Pluto TV

Contato

Redação:
[email protected]

Comercial:
[email protected]

Anuncie na BM&C News

A BM&C News conecta marcas a milhões de investidores através de TV, YouTube e plataformas digitais.

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AGENDAS BM&C
    • BRASIL PRODUTIVO
      • Mercado de Capitais
      • Inovação travada
    • CONTA BRASIL
      • Combustível Brasil
    • BRASIL QUE INOVA
    • BRASIL QUE EMPREENDE
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • ELEIÇÕES 2026
  • EMPRESAS E NEGÓCIOS
  • CASO MASTER
  • PETRÓLEO E ENERGIA
  • INTERNACIONAL
  • PROGRAMAS BM&C
    • BM&C BUSINESS
    • BM&C STRIKE
    • BM&C TALKS
    • BM&C VISÕES
    • CONEXÃO SEGURA
    • GLOBAL WALLET
    • LEADERS CONNECTION
    • MANHATTAN CONNECTION
    • MANIFESTE-SE
    • MERCADO & BEYOND
    • MONEY REPORT
    • PAINEL BM&C
    • PAPO DE DINHEIRO
    • REPCAST
    • ROTA FÁCIL
    • SMART MONEY
    • WALL STREET CAST
  • CANNES LIONS
  • BRAZILIAN WEEK 2026
  • OPINIÃO
    • ALUIZIO FALCÃO FILHO
    • BRUNO CORANO
    • ESTEVÃO SECCATTO
    • FABIO ONGARO
    • FABRIZIO GUERATTO
    • FRANCISCO ALVES
    • MARCO SARAVALLE
    • MARCUS VINÍCIUS DE FREITAS
    • MIGUEL DAOUD
    • RENATO BATISTA
    • RUI DAS NEVES
    • VANDYCK SILVEIRA

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.