A Azul Linhas Aéreas Brasileiras (AZUL4) divulgou seu balanço referente ao terceiro trimestre de 2025, registrando prejuízo líquido ajustado de R$ 1,562 bilhão, um aumento superior a 1.100% em relação ao mesmo período de 2024. No resultado não ajustado, a companhia reportou prejuízo líquido de R$ 644,2 milhões.
O desempenho negativo reflete o impacto de custos operacionais mais elevados, especialmente com combustíveis de aviação e insumos importados, além do efeito do câmbio desvalorizado e da pressão competitiva nas tarifas domésticas. Esses fatores têm comprimido as margens e dificultado a recomposição dos resultados mesmo com a retomada gradual da demanda.
A receita líquida da companhia ficou em R$ 5,5 bilhões, leve alta em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior, mas insuficiente para compensar a elevação dos custos. Já o Ebitda ajustado alcançou R$ 1,1 bilhão, com margem Ebitda de 20,1%, queda em relação ao trimestre anterior.
Segundo o relatório, os principais impactos vieram do aumento dos preços do QAV (querosene de aviação) e da inflação nos serviços aeroportuários, além da desvalorização cambial que elevou o custo de manutenção de aeronaves e arrendamentos.
A Azul afirmou que segue comprometida com a redução do endividamento, a renegociação de contratos e a readequação de sua malha aérea como medidas estratégicas para conter despesas e melhorar a rentabilidade. A companhia também destacou que continua ampliando rotas regionais e internacionais de alta demanda e priorizando ganhos de eficiência operacional.
Apesar do prejuízo expressivo, a Azul ressaltou que mantém liquidez adequada e estrutura financeira sólida para atravessar o atual ciclo de custos elevados e volatilidade no setor aéreo.
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