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LDO 2026: “exceções crescentes corroem credibilidade fiscal”, diz economista

Renata Nunes Por Renata Nunes
05/12/2025
Em ECONOMIA

A aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 reacendeu o debate sobre a credibilidade do arcabouço fiscal e a capacidade do governo de cumprir metas fiscais diante do avanço acelerado das despesas obrigatórias. Para o economista Thomás Cordeiro, da Finance Consultoria, o texto evidencia um movimento crescente de adaptações e exceções que colocam pressão sobre a regra fiscal.

O ponto central do debate é a meta de superávit primário de R$ 34,3 bilhões, equivalente a 0,25% do PIB, prevista na LDO e alinhada ao centro da banda do Novo Arcabouço Fiscal (NAF). Na prática, porém, Cordeiro afirma que o governo já trabalha mirando o piso da meta, e não seu valor central.

LDO no radar: “O governo já mira o piso, não o centro da meta”

O arcabouço fiscal permite uma oscilação de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo. Isso significa que o governo pode entregar um superávit entre 0% e 0,5% do PIB sem descumprir a regra.

Mas, segundo Cordeiro, esse espaço vem sendo usado de forma sistemática:

“O governo já trabalha para cumprir o piso e não o centro da meta. Isso implica uma diferença de cerca de R$ 34 bilhões e afeta a credibilidade da regra fiscal.”

Essa perda de consistência, diz ele, está ligada ao crescimento das despesas obrigatórias, que comprimem o espaço das despesas discricionárias a níveis críticos.

“O arcabouço se mostra incompatível com o ritmo de crescimento das despesas obrigatórias. Sem uma reforma dessas despesas, a regra não será sustentável no longo prazo.”

TCU liberou uso do piso, mas risco de descumprimento do arcabouço fiscal aumenta

A LDO prevê que o governo poderá se basear no limite inferior da meta para fins de contingenciamento. Isso foi autorizado pelo TCU, mas Cordeiro vê o movimento como arriscado:

“As bandas foram feitas para absorver imprevistos. Se o piso começa a ser tratado como centro, qualquer frustração de receita levará ao descumprimento da regra.”

Nesse cenário, o governo poderia ser forçado a negociar:

  • novas medidas de arrecadação, ou
  • novas exclusões de despesas do arcabouço, aprofundando a fragmentação das regras fiscais.

Blindagem do fundo partidário e eleitoral: reflexo do calendário político

Outro ponto sensível da LDO é a proteção do fundo partidário e do fundo eleitoral contra contingenciamento. Para Cordeiro, a mensagem é evidente:

“Há uma priorização clara do calendário eleitoral. Mesmo com risco de falta de verba para políticas públicas, o Congresso quer blindar as verbas políticas.”

A decisão contrasta com cortes recorrentes em áreas essenciais do Estado.

“Setores estratégicos continuam perdendo; fundos políticos são preservados”

Questionado sobre a coerência dessa blindagem diante de cortes em setores estratégicos, Cordeiro é categórico:

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“Sob a ótica do interesse público, não faz sentido. Investimentos, pesquisa, agências reguladoras e outras políticas essenciais vêm sendo comprimidos ano após ano.”

Ele lembra que o Congresso ampliou seu poder sobre o orçamento, mas sem assumir responsabilidade proporcional sobre eventuais descumprimentos fiscais, que recaem sobre o Executivo.

Meta das estatais e exceções do Novo PAC: ajustes que enfraquecem a regra

A LDO fixa um déficit de R$ 6,7 bilhões para estatais não dependentes (excluindo Petrobras e ENBPar). Segundo Cordeiro, a meta é factível, especialmente porque a própria LDO autoriza até R$ 10 bilhões em gastos para reestruturação de estatais por fora do arcabouço.

“Essa exceção facilita o cumprimento da meta, mas evidencia outra distorção.”

A análise se agrava com a exclusão de até R$ 5 bilhões em investimentos do Novo PAC, focados em defesa, também fora da regra fiscal:

“Enfraquece a credibilidade do arcabouço. Independentemente do mérito da despesa, o ideal é que esses gastos estivessem dentro da regra.”

Cordeiro vê nessas exceções um sinal claro de que o arcabouço está sendo progressivamente “remendado” para caber dentro de restrições crescentes.

Sem reforma das despesas obrigatórias, a regra não se sustenta

Para o economista, o conjunto de medidas da LDO de 2026 aprofunda a percepção de que o arcabouço fiscal está sendo tensionado ao limite:

  • priorização política de fundos eleitorais;
  • compressão das despesas discricionárias;
  • exceções crescentes ao arcabouço;
  • uso do piso como meta informal;
  • fragilidade do planejamento diante de imprevistos.

“A sustentabilidade fiscal do país exige, no próximo mandato, uma reforma das despesas obrigatórias. Sem isso, nenhuma regra fiscal será plenamente crível.”

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