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IPCA-15: especialistas apontam que trajetória da inflação segue incerta e exige previsibilidade

Renata Nunes Por Renata Nunes
25/09/2025
Em ECONOMIA, NACIONAL

O IPCA-15 de setembro registrou alta de 0,48%, após recuo de -0,14% em agosto. O resultado ficou levemente abaixo da mediana das projeções de mercado, que indicava avanço de 0,51%, mas mostrou aceleração na inflação acumulada em 12 meses, que passou de 4,95% para 5,32%. O dado evidencia que a trajetória de desinflação segue instável e reforça a cautela quanto à condução da política monetária.

De acordo com especialistas ouvidos pela BM&C News, a leitura reforça que cortes de juros ainda estão no radar, mas dependem da consistência da inflação de serviços e da evolução do cenário fiscal e geopolítico.

Inflação no radar: o que mostrou o IPCA-15 de setembro?

Dos nove grupos analisados pelo IBGE, cinco tiveram alta. O maior impacto veio de Habitação, com alta de 3,31% e contribuição de 0,50 p.p. para o índice. A energia elétrica subiu 12,17% após o fim do Bônus de Itaipu e a adoção da bandeira tarifária vermelha patamar 2. Outros destaques foram Vestuário (0,97%), influenciado por roupas femininas e calçados, e Saúde e cuidados pessoais (0,36%), puxado pelos planos de saúde.

Na outra ponta, Alimentação e bebidas recuaram 0,35%, com quedas expressivas em tomate (-17,49%), cebola (-8,65%) e arroz (-2,91%). Transportes também registraram deflação de 0,25%, com destaque para a redução do seguro de veículos (-5,95%) e das passagens aéreas (-2,61%).

O que dizem os especialistas sobre a inflação?

Para Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, o índice veio abaixo da expectativa, o que contribui para uma visão mais construtiva. “O IPCA-15 teve desaceleração relevante nos serviços, área de maior atenção do Banco Central. Isso ajuda a pensar que a autoridade monetária está conseguindo atingir seus objetivos. No entanto, a maioria do mercado já trabalha com a possibilidade de cortes de juros apenas em 2026”, disse Cruz.

Para Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, o resultado reforça que a trajetória da inflação não é linear. “Pressões em energia, transportes e alimentação fora de casa afetam o custo das famílias e reduzem margens de empresas. O investidor deve equilibrar renda fixa atrelada à Selic com ações capazes de repassar preços”, afirmou. Lima alerta ainda que choques externos de commodities ou energia podem reacender as pressões inflacionárias rapidamente.

Já Igor Cadilhac, economista do PicPay, ressaltou que, apesar de o resultado qualitativo ter sido melhor do que o esperado, as preocupações persistem. “Os núcleos de inflação, com exceção dos bens industriais, vieram menos pressionados, mas o Banco Central segue atento a revisões de hiato e risco de desancoragem das expectativas. Projetamos o início do ciclo de flexibilização monetária em março de 2026”, afirmou.

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Na avaliação de Volnei Eyng, CEO da Multiplike, a aceleração após a queda em agosto mostra que o alívio anterior foi pontual. “Os setores de consumo básico continuam sendo os mais pressionados. Para o mercado, isso significa que cortes mais acelerados de juros estão fora de cogitação. O investidor precisa adotar uma postura conservadora e atenta à volatilidade global”, explicou.

O que esperar para o cenário de inflação?

O consenso entre os especialistas é que a inflação segue pressionada por fatores de energia e serviços, enquanto a alimentação no domicílio e o transporte oferecem algum alívio temporário. No campo global, a instabilidade geopolítica e os riscos de choques de commodities continuam sendo variáveis decisivas para o comportamento dos preços.

No Brasil, as expectativas de inflação de longo prazo têm apresentado melhora, mas o Banco Central projeta que a convergência para a meta ocorrerá apenas em 2028. Até lá, a política monetária deve se manter vigilante, e os investidores precisam calibrar suas estratégias com disciplina e foco em proteção.

Resumo dos principais pontos

  • IPCA-15 de setembro: +0,48% (acumulado em 12 meses: 5,32%).
  • Habitação foi o grupo de maior impacto, com energia elétrica em destaque.
  • Deflação em Alimentação e bebidas (-0,35%) e Transportes (-0,25%).
  • Especialistas divergem sobre o ritmo dos cortes de juros, mas todos apontam cautela.
  • Cenário global segue como risco para choques inflacionários.

A leitura de setembro reforça que a inflação permanece no centro do debate econômico e que o mercado deve seguir atento à consistência dos núcleos de serviços, às condições fiscais e aos fatores externos que podem influenciar os preços nos próximos meses.

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