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Perda da competitividade: Custo Brasil ainda trava produção e investimento, aponta CNI

Por trás do termo Custo Brasil está uma soma de entraves que, na prática, tiram velocidade e eficiência da economia. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), mais de R$ 1,5 trilhão são perdidos todos os anos com problemas estruturais como logística cara, burocracia, insegurança jurídica e crédito mais pesado do que em países concorrentes. Um levantamento da CNI mostra que 70% dos empresários apontam a carga tributária como o maior peso do Custo Brasil. A falta de mão de obra qualificada aparece em seguida, com 62%. Para 77%, todos esses custos acabam refletidos no preço final pago pelo consumidor.

O economista Alex André explica que esse conjunto de entraves reduz diretamente a capacidade produtiva do país. “Isso traz menor emprego, menor produtividade. As empresas acabam investindo menos, o que eleva os custos e dificulta inovação e empreendedorismo. No fim, os salários nominais pressionam a renda e também o fiscal, já que o governo precisa ampliar o aspecto social“, comenta.

Os impactos do Custo Brasil também aparecem na produtividade, que avança lentamente há duas décadas. Hoje o país investe menos de 2% do PIB em pesquisa, inovação e tecnologia. Enquanto isso, países que disputam os mesmos mercados aceleram automação, digitalização e qualificação de mão de obra.

Além das travas internas, as empresas enfrentam um ambiente de competição desigual com produtos importados. O caso mais evidente é o da China, onde escala, crédito barato e custos operacionais menores criam uma disputa difícil para a indústria brasileira.

Mesmo com a retirada de mais de 200 produtos brasileiros do tarifaço americano, anunciada na semana passada, a avaliação da CNI é de que o principal desafio permanece doméstico: reduzir custos que prejudicam a produção e tiram competitividade dentro e fora do país. No setor de varejo e confecção, a soma de tributação alta, logística cara, excesso de burocracia e falta de mão de obra qualificada reduz margens, atrasa inovação e limita a capacidade de gerar empregos. Da indústria ao ponto de venda, cada etapa da cadeia sofre com esses entraves.

A diretora de relações institucionais da Riachuelo e conselheira da Fiesp, Marcella Kanner, avalia que a competição desigual já ameaça empregos:
“Hoje o varejo vive uma questão grande de competitividade. Temos uma carga tributária muito alta e estamos competindo com plataformas internacionais que pagam mais ou menos metade dos impostos que a gente paga. Isso é um grande risco para os empregos do varejo e da indústria nacional.”

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Risco de novas distorções na implementação da reforma tributária

A fase de regulamentação da reforma tributária é vista como decisiva. A CNI alerta que o país pode estar diante de uma oportunidade de corrigir distorções ou até de criar novas, caso os princípios de previsibilidade e simplificação não sejam respeitados.

Economistas lembram que o Custo Brasil não é apenas um tema tributário, mas estrutural. “As leis são um primeiro passo para melhorar produtividade e reduzir o Custo Brasil. Algumas normas foram aprovadas recentemente, mas ainda sem efeitos práticos“, reforça Alex André.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirma que o Brasil “joga fora todos os anos mais de 20% do próprio PIB por não enfrentar dificuldades estruturais como tributos, financiamento, qualificação e infraestrutura”. Segundo ele, há risco de que a regulamentação mantenha parte das ineficiências que precisam ser superadas. “A indústria é altamente regulada e tributada, o que compromete competitividade. O custo elevado encarece o consumo, que é a principal força da economia pelo lado das despesas do PIB. No fim, esse desperdício é repassado ao consumidor“, complementa.

O Brasil vive agora a fase mais sensível da transição para o novo sistema tributário. Os próximos passos vão definir se o país conseguirá reduzir parte do custo histórico que afeta produção e investimento ou se continuará preso às mesmas distorções que limitam a competitividade. O tema segue sob atenção da indústria, do varejo, de economistas e de todo o setor produtivo. “Isso tudo encarece a operação inteira, desde o fabricante até o varejo. É uma cadeia inteira pressionada por custos que dificultam competir e crescer”, conclui Marcella.

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