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A montanha brasileira oval que se eleva 300 metros, abastece aquíferos a até 1.000 metros de profundidade e chamou a atenção da NASA

Laila Por Laila
12/05/2026
Em Ciências Naturais

Quando uma formação brasileira aparece em uma publicação da NASA com a pergunta “What’s that?”, é sinal de que há algo realmente fora do comum ali. A montanha da Serra de Caldas Novas, em Goiás, se eleva cerca de 300 metros no Cerrado, ajuda a sustentar as águas termais da região e ganhou projeção internacional ao ser observada do espaço.

Qual é a montanha brasileira que chamou a atenção da NASA?

A estrutura que intrigou os cientistas internacionais é um imenso planalto de formato oval que se eleva cerca de 300 metros acima do terreno circundante no Brasil Central. Vista do espaço, a formação assemelha-se a uma ilha de vegetação densa e escura, contrastando fortemente com as áreas de pastagens e campos que caracterizam a região sul-goiana.

Com uma área de aproximadamente 20 quilômetros quadrados, essa colossal montanha não é apenas um acidente geográfico comum. Trata-se de uma unidade de conservação fundamental que abriga o Parque Estadual da Serra de Caldas Novas, funcionando como um verdadeiro santuário ecológico que protege a biodiversidade do bioma contra o avanço das atividades agrícolas e urbanas.

Corte geológico mostra o domo da Serra de Caldas sem vulcão ativo

Leia também: Os “vulcões submarinos”, onde a vida prospera sem luz solar, a água passa de 400 °C e criaturas vivem sob a crosta do oceano

Como se formou o domo geológico da Serra de Caldas Novas?

Embora popularmente associada a vulcões, a Serra de Caldas é tecnicamente classificada como um domo de intrusão. Segundo dados publicados pela equipe de observação da Terra da NASA, essa estrutura formou-se quando camadas de rochas foram empurradas para cima por intensas forças magmáticas ocorridas há milhões de anos.

Este processo geológico, datado do período Cretáceo, envolveu o movimento de magma que subiu das profundezas da crosta terrestre, mas que não chegou a romper a superfície para formar um vulcão ativo. Essa pressão constante criou uma elevação elíptica marcada por anomalias magnéticas e radiométricas que ainda hoje são estudadas por geofísicos do mundo inteiro.

  • Origem tectônica: O domo é fruto de intrusões magmáticas milenares
  • Era geológica: Formação consolidada entre 66 e 145 milhões de anos atrás
  • Composição rochosa: Presença marcante de diques de rochas ígneas ricas em minerais
  • Anomalias magnéticas: O solo apresenta propriedades geofísicas que delimitam seu perímetro

Qual é a relação entre a Serra de Caldas e as águas termais?

A montanha é o motor principal que sustenta a economia turística de Caldas Novas e Rio Quente, as principais estâncias hidrotermais do planeta. De acordo com informações do Governo de Goiás, a serra funciona como uma imensa caixa de recarga de aquíferos para a região.

A água das chuvas infiltra-se nas fraturas profundas do granito, atingindo profundidades de até 1.000 metros, onde é aquecida pelo calor geotérmico natural da Terra. Graças ao sistema de falhas criado pela formação do domo, essa água retorna à superfície com temperaturas elevadas, alimentando as piscinas e rios que atraem milhões de visitantes anualmente.

Por que a montanha foi confundida com uma instalação nuclear?

A repercussão da imagem captada pela NASA gerou teorias curiosas nas redes sociais devido ao formato oval perfeito da estrutura. Internautas compararam a vegetação escura e o relevo elíptico com as estruturas circulares de usinas de enriquecimento de urânio protegidas por montanhas, como as encontradas no Oriente Médio.

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil precisou intervir para esclarecer que a formação é 100% natural. Não existe urânio enriquecido ou qualquer atividade militar secreta no local; o contraste visual que gerou a confusão é resultado apenas da vegetação de Cerrado preservada que cobre o topo do planalto, criando uma moldura escura sobre a terra mais clara do entorno.

Para visualizar a beleza desse santuário geológico e entender como ele foi “descoberto” pelo espaço, selecionamos o conteúdo oficial da Semad Goiás, que conta com milhares de seguidores acompanhando a preservação ambiental do estado. No vídeo a seguir, o especialista detalha a importância do reconhecimento internacional para a conservação da unidade:

 

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Um post compartilhado por Semad Goiás – insta reserva (@semadgoias.reserva)

Quais são as especificações do satélite Landsat 9 que capturou a imagem?

A fotografia que viralizou foi feita pelo satélite Landsat 9, uma maravilha da tecnologia espacial operada em parceria entre a NASA e o Serviço Geológico dos Estados Unidos. O equipamento orbita a Terra a uma altitude de 705 quilômetros, viajando à velocidade supersônica de 26 mil quilômetros por hora para monitorar os recursos naturais do planeta.

Este satélite utiliza sensores multiespectrais com uma resolução espacial de 30 metros por pixel, permitindo identificar com clareza mudanças na vegetação, no uso da terra e em formações rochosas. A missão do Landsat 9 é vital para fornecer dados precisos sobre o desmatamento e recursos hídricos, garantindo que formações geológicas como a Serra de Caldas sejam protegidas com base em evidências científicas.

Como é a biodiversidade no Parque Estadual da Serra de Caldas Novas?

O planalto elevado cria microclimas específicos que permitem a existência de uma fauna e flora riquíssimas, muitas vezes diferentes do que é visto nas planícies vizinhas. O Parque Estadual (Pescan), criado em 1970, protege espécies raras que dependem desse refúgio de altitude para sobreviver às pressões ambientais.

A tabela abaixo detalha alguns dos principais habitantes desse bioma que ganharam destaque nas observações biológicas da agência espacial americana:

Categoria de biodiversidade Espécies em destaque no Pescan Papel no ecossistema local
Fauna Aviária Seriema de patas vermelhas Ave emblemática e predadora de serpentes
Flora Típica Pequizeiro e árvores de savana Produção de frutos icônicos e abrigo de fauna
Mamíferos Tamanduás e lobos-guará Dispersores de sementes e controladores de pragas
Vegetação de Altitude Campos rupestres e orquídeas Flora adaptada aos solos rochosos do topo

Como visitar essa montanha para ver a formação de perto?

Para quem deseja conhecer a montanha que impressionou a NASA além das telas do computador, o parque oferece uma infraestrutura de ecoturismo completa. Os visitantes podem explorar trilhas que levam ao topo do planalto, de onde é possível contemplar a vista panorâmica da cidade e entender a imensidão do domo vulcânico.

Atualmente, o Parque Estadual é um dos destinos mais procurados para a prática de mountain bike e caminhadas ecológicas. Visitar o local é uma oportunidade única de caminhar sobre um registro vivo da história da Terra, protegendo uma joia geológica brasileira que agora é oficialmente um ponto de interesse espacial reconhecido mundialmente.

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