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Ilha dos piratas e lendas de naufrágios: a cidade do litoral paulista que atrai milionários, mas guarda dezenas de navios afundados no mar

Vitor Por Vitor
04/03/2026
Em Cidades

O mesmo canal que atrai veleiros do mundo inteiro já engoliu transatlânticos, cargueiros e navios de guerra. Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, carrega dois títulos que parecem se contradizer: Capital Nacional da Vela por lei federal e maior cemitério de navios da costa brasileira.

A ilha que piratas ingleses escolheram como esconderijo

Antes dos veleiros de regata, outras velas passaram por aqui. No século XVI, os tupinambás chamavam a ilha de Ciribaí, “lugar tranquilo”. A tranquilidade acabou quando piratas ingleses descobriram que a neblina espessa e os costões rochosos formavam o esconderijo perfeito.

O mais famoso foi Thomas Cavendish. No Natal de 1591, sua esquadra invadiu a vila vizinha de Santos e aprisionou a população durante a Missa do Galo. Depois, usou as enseadas de Ilhabela como base até fevereiro de 1592. Cavendish voltou à ilha meses depois, com o navio avariado, e morreu doente na travessia de volta à Inglaterra. A lenda diz que seu tripulante Anthony Knivet, deixado na ilha com os pés gangrenados, sobreviveu a índios e plantas venenosas, e mais tarde publicou suas memórias.

Cidade no litoral de SP é um destino amado por todos os visitantes
Ilhabela, São Paulo // Créditos: depositphotos.com / odumazza

Por que tantos navios afundaram ao redor de Ilhabela?

As rochas de magnetita do arquipélago criavam um campo magnético capaz de desorientar as bússolas antigas. Em 1970, um Aviso aos Navegantes publicado pela Marinha do Brasil confirmou as anomalias magnéticas na região. Somaram-se ventos de até cinco metros de onda na face sul, nevoeiros densos e lajes submersas que só ganharam faróis no início do século XX.

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O resultado: acredita-se que mais de 100 embarcações foram a pique entre os séculos XVI e XX. O Sistema de Informações de Naufrágios (SINAU) documenta pelo menos 23 naufrágios catalogados. O episódio mais trágico aconteceu num domingo de Carnaval, em 5 de março de 1916, quando o transatlântico espanhol Príncipe de Astúrias colidiu com os rochedos da Ponta da Pirabura e afundou em cinco minutos. Os registros oficiais apontam 445 mortos, mas estima-se que o número supere mil, já que centenas de passageiros viajavam clandestinamente nos porões.

Quem se interessa por mistérios navais, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal UMA HISTÓRIA A MAIS, que conta com mais de 85 mil visualizações, onde o apresentador mostra detalhes do naufrágio do Príncipe de Astúrias em Ilhabela:

Onde mergulhar na história dos naufrágios?

Peças resgatadas do fundo do mar estão expostas no Museu Náutico de Ilhabela, com mais de 1.500 itens: louças, talheres de prata, cristais e garrafas recuperadas dos navios. O acervo inclui objetos do Príncipe de Astúrias e uma ossada de 2 mil anos encontrada em um sambaqui. A hélice do cargueiro Therezina, que naufragou em 1919, está exposta na entrada do museu.

Para mergulhadores, os destroços do Velásquez (1908) são os mais acessíveis, em profundidades de 9 a 20 metros, com peixes coloridos entre as estruturas do navio. Operadoras locais levam iniciantes e profissionais aos naufrágios catalogados na face sul da ilha.

Como a ilha dos naufrágios virou a Capital Nacional da Vela?

A mesma geografia que afundou navios criou condições ideais para a vela esportiva. O Canal de São Sebastião, entre o arquipélago e o continente, oferece ventos constantes e mar protegido. Em 1973, velejadores do Yacht Club de Ilhabela (YCI) organizaram as primeiras regatas que, décadas depois, se tornariam a Semana Internacional de Vela de Ilhabela (SIVI), maior evento de vela oceânica da América Latina.

A Lei Federal nº 12.457/2011 oficializou o título de Capital Nacional da Vela. Hoje, a SIVI reúne mais de 120 veleiros por edição, com participantes da Argentina, Uruguai, Chile, Itália e Alemanha. A 52ª edição, em julho de 2026, deve movimentar mais de 5 mil pessoas ligadas ao evento. A Escola Municipal de Vela Lars Grael, inaugurada em 2016, forma novos atletas desde a infância e recebe velejadores como Robert Scheidt para treinamentos.

Essa cidade no litoral paulista é uma das favoritas para se visitar e viver
Ilhabela, São Paulo // Créditos: depositphotos.com / Cristian_Lourenco

Leia também: Nem capital, nem metrópole: a cidade brasileira que criou a própria moeda e abriga lindas praias e áreas verdes

O que fazer além das regatas e dos naufrágios?

Com 84% do território protegido pelo Parque Estadual de Ilhabela, declarado pela UNESCO parte da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, o arquipélago guarda 73 praias e dezenas de cachoeiras:

  • Praia de Castelhanos: acessível por veículo 4×4 ou barco, é uma das praias mais preservadas do litoral paulista. Mar aberto com ondas para surfe.
  • Pico do Baepi: trilha de nível avançado que leva ao topo de 1.048 m, com vista panorâmica de todo o canal.
  • Cachoeira do Veloso: queda cercada de Mata Atlântica, a poucos minutos da estrada principal.
  • Centro Histórico (Vila): casarios coloniais, a Igreja Nossa Senhora D’Ajuda e Bom Sucesso, lojas, bares e o pôr do sol disputado nas muretas da orla.
  • Festival do Camarão: realizado em agosto, celebra a culinária caiçara com frutos do mar preparados à moda local.

A ilha onde o vento conta duas histórias

Ilhabela é rara porque o mesmo mar que esconde navios centenários recebe veleiros de competição internacional. Piratas, transatlânticos e tempestades moldaram uma história que hoje se transforma em mergulho, regata e turismo de natureza sobre uma das maiores reservas de Mata Atlântica do país.

Você precisa atravessar o canal de balsa, sentir o vento no rosto e entender por que essa ilha atrai tanto quem busca aventura quanto quem busca o silêncio de uma praia que só se alcança por trilha.

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