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Opinião: “O colapso dos mercados”

Fabio Ongaro Por Fabio Ongaro
11/04/2025
Em Análises

Donald Trump: estratégia ou impulso? Tarifas, reações globais, prorrogações, é difícil acreditar que os últimos dez dias tenham sido fruto exclusivo de decisões impulsivas de um único homem, ainda que esse homem seja o presidente dos Estados Unidos e detenha o maior poder do mundo.

Desde que Donald Trump reassumiu a presidência dos Estados Unidos, os mercados globais enfrentaram um terremoto de proporções históricas. Cerca de US$ 18 trilhões em valor de mercado foram eliminados das bolsas ao redor do mundo — uma cifra comparável ao próprio PIB da China. Apenas nos cinco dias úteis que se seguiram ao anúncio das tarifas “recíprocas”, evaporaram US$ 14,5 trilhões. O impacto foi imediato para o investidor americano médio: perdas superiores a US$ 50 mil em ações e fundos. O tradicional movimento de fuga para a segurança — com capital migrando para o dólar ou para títulos do Tesouro Americano — não se concretizou. Ao contrário: a moeda americana caiu 2% frente às principais divisas globais, e os títulos de dez anos saltaram de menos de 4% para quase 4,5%, reflexo de uma venda em massa.

O que antes era visto como porto seguro passou a ser questionado. A maior economia do mundo, que agora declarava uma guerra comercial ao planeta, começava a ver abalada a confiança em sua própria solidez — uma fragilidade que, para Warren Buffett, é o pano de fundo de uma guerra econômica sem precedentes.

As 18 horas que mudaram o mundo

A marcha à ré de Trump teve início silencioso na noite de terça-feira, mas ganhou força nas 18 horas seguintes, um período marcado por tensão nos bastidores, pressão política e sinais de alerta vindos do mercado global. Tudo começou quando senadores republicanos como Lindsey Graham, Ted Cruz e John Thune usaram o programa de Sean Hannity, na Fox News, para mandar um recado direto ao presidente: era hora de negociar. Após a transmissão, ligações se multiplicaram à Casa Branca. Cruz alertou que manter as tarifas abriria caminho para retaliações perigosas aos EUA, sobretudo a estados industriais como o Texas. A mensagem foi reforçada na manhã seguinte pela presidente da Suíça, Karin Keller-Sutter, que protestou contra as tarifas de até 31% impostas a produtos suíços como relógios e chocolates. Ela lembrou a Trump que seu país havia eliminado as tarifas sobre importações industriais americanas no ano anterior.

A tensão continuava crescente. Às 8h, Trump assistiu à Fox News e viu Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, afirmar que a economia americana se aproximava de uma recessão. O presidente, segundo o Wall Street Journal, entrou em “modo escuta” e passou a sondar conselheiros e aliados sobre a gravidade do cenário. O diagnóstico era unânime: o mercado precisava de uma resposta.

Ao longo do dia, novos alertas vieram durante o almoço. O investidor Charles Schwab e a governadora de Michigan, Gretchen Whitmer, foram enfáticos: a indústria automotiva americana já sofria com os efeitos das tarifas. O aviso pesou — Michigan é estado-pêndulo, estratégico em qualquer eleição e sensível ao humor econômico.

Horas depois, no Salão Oval, Trump se reuniu com os secretários Scott Bessent (Tesouro) e Howard Lutnick (Comércio). Um nome ausente chamou atenção: Peter Navarro, arquiteto da guerra tarifária, não foi convidado. Um sinal claro de que sua influência havia diminuído. Foi nesse momento que Trump decidiu agir. Em uma postagem direta e improvisada na Truth Social, anunciou uma moratória de 90 dias nas tarifas para 75 países — exceção feita à China, cujas alíquotas subiram para 125%. “Decidimos com o coração”, afirmou. “Não usamos advogados. Já falávamos sobre isso há algum tempo. Hoje puxamos o gatilho.”

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Mesmo com o alívio tarifário concedido a 75 países, a China permaneceu no centro do alvo americano. Para Pequim, a escalada pode ser menos um problema econômico e mais uma questão de prestígio geopolítico. O presidente Xi Jinping dá sinais de que está disposto a absorver perdas, inclusive abrindo mão de 14,6% das exportações chinesas para os EUA, desde que mantenha sua posição estratégica no tabuleiro global. O Banco Central chinês já orienta operadores a reduzir a exposição à dívida americana e ampliar reservas em ouro — uma mudança de postura que aponta para um longo ciclo de distanciamento financeiro entre as duas potências.

Enquanto isso, em Washington, a medida de Trump foi recebida com interpretações divididas. Para aliados como o assessor Stephen Miller, tratou-se de uma jogada estratégica e habilidosa, que reposiciona os EUA no comércio internacional. Já em outros setores do governo, o anúncio foi visto como impulsivo: uma decisão tomada às pressas, com comunicação improvisada e sem articulação interna. A confusão levou a reuniões de emergência para entender os próximos passos da política comercial. Em meio à instabilidade, Trump publicou na Truth Social um recado curto e simbólico: “Fiquem frios. É um ótimo momento para comprar.”

Átila ou Júlio César?

A meu ver, toda articulação parece mais um resultado de estratégias calculadas, previsões econômicas e “wargames” comerciais, ações sequenciais que compõem um tabuleiro pensado, ainda que arriscado.

Mas, seria ingênuo ignorar a dimensão emocional de Donald Trump. O líder que hoje ocupa a Casa Branca é, ao mesmo tempo, uma força política disruptiva e uma personalidade propensa a decisões instintivas, por vezes compulsivas. Uma energia de ruptura que já começou a abalar o equilíbrio internacional — e que, como ocorre nas grandes implosões, não distingue com clareza aliados de adversários.

Talvez o sistema econômico e geopolítico global já estivesse saturado, à espera de um choque que o obrigasse a se reinventar. Em momentos assim, é comum que surjam figuras de transição: líderes que rompem, para que outros, mais adiante, reconstruam. Resta saber se Trump pretende ser ambos — o que desmantela e o que costura — ou se ficará para a história apenas como o estopim do colapso.

*Coluna escrita por Fabio Ongaro, economista e empresário no Brasil, CEO da Energy Group e vice-presidente de finanças da Camara Italiana do Comércio de São Paulo – Italcam

As opiniões transmitidas pelo colunista são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a opinião da BM&C News.

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