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Empresas do setor elétrico: impactos da crise hídrica – e o que diz analista

Guilherme Tiglia, analista da Nord Research, comenta sobre fatores que impactam resultados de setor elétrico

Em pronunciamento na TV, ministro pede contribuição da população na crise hídrica

Um tema que preocupa o CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico) é o da crise hídrica. O entendimento é de que se as chuvas continuarem escassas, o Brasil terá dificuldade em produzir eletricidade nas hidrelétricas. O reflexo disso é o ajuste da bandeira vermelha 2.

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Porém, os resultados de algumas empresas do setor elétrico não tiveram piora nos resultados. A Eletrobras obteve lucro líquido de R$ 2,5 bilhões no segundo trimestre do ano, alta de 439% na comparação anual. O lucro líquido recorrente, que considera ajustes não mencionados nos destaques, teve alta de 601% no período, para R$ 4,5 milhões na mesma base de comparação. A transmissora de energia Taesa também reportou cenário positivo, registrando lucro líquido de R$ 697,9 milhões.

Guilherme Tiglia, analista da Nord Research, explicou que existem três frentes de atuação: distribuição, transmissão e geração. “Eu acho que sim, isso acabou afetando o setor como um todo de uma forma geral, por mais que algumas teses não sejam nem tão diretamente relacionadas a esse ponto, por não estarem tão expostas a questão da geração ainda mais a parcela hídrica, então acho que isso sim é um fator de diversidade de curto prazo”, analisou à BM&C News.

Em relação aos resultados, Tiglia avalia que as empresas que fazem parte de distribuição teve bons resultados: “A gente vem observando resultados positivos em função da retomada econômica e de maior consumo de combustível”, disse Tiglia e explicou que a parte de distribuição é ao mesmo tempo a mais volátil, além também de sofrer com algumas questões regulatórias, bem como a parte de transmissão.

“A parte de geração é a parte de onde está mais machucando agora em função de uma situação que, ao meu ver, é temporária. Então é o momento em que quem tem mais disposição a parcela hídrica está sofrendo mesmo e isso já era esperado”, ressaltou Tiglia e completou dizendo que a diversificação no portfólio é o que vai fazer a diferença.

“Olhando para frente, a gente está cada vez mais preparado para novas situações como esta de crise hídrica. Eu acho que a gente vem observando o movimento geral dessas companhias para tentar diversificar o portfólio com novas fontes de geração, seja eólica, solar, para ter uma dependência de matriz hídrica menor ao longo do tempo”, avaliou.

Confira a entrevista na íntegra:

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Foto: Pixabay