BM&C NEWS
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

Ata do Copom: “juros devem permanecer em 15% por várias reuniões”, segundo Fábio Kanczuk

Renata Nunes Por Renata Nunes
24/06/2025
Em Análises

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada nos dias 17 e 18 de junho de 2025, a decisão foi clara: a taxa básica de juros, a Selic, foi elevada em 0,25 ponto percentual, alcançando 15,00% ao ano. Embora essa elevação tenha sido uma medida preventiva contra o cenário inflacionário ainda adverso, o Copom também anunciou que, após esse ajuste, o ciclo de aumentos será interrompido para avaliar os impactos acumulados da política monetária até o momento.

Com o cenário doméstico e internacional desafiador, a decisão do Copom reflete a necessidade de um aperto monetário contínuo, mas com um olhar atento à realidade econômica mais ampla, como as tensões geopolíticas e o desempenho do mercado de trabalho.

Juros no radar: cenário externo e interno ainda apresentam incertezas

O Copom analisou detalhadamente o cenário global, que segue incerto devido a questões fiscais e comerciais nos Estados Unidos e a volatilidade nos mercados financeiros internacionais. Em meio a essa turbulência, o risco geopolítico, como o aumento das tensões no Oriente Médio, também pesa sobre as projeções para o crescimento econômico global.

Além disso, a inflação global, impulsionada por choques no mercado de petróleo, reforça a cautela, afetando diretamente os preços internos e as expectativas futuras. O Comitê destacou que, embora o Brasil tenha sido menos impactado pelas tarifas externas, ainda sente os reflexos de um ambiente global adverso.

Inflação ainda ameaça as metas e juros seguem pressionados

No cenário doméstico, o Copom observou sinais de desaceleração econômica, mas ainda com um certo dinamismo, especialmente em setores como a agropecuária. O mercado de trabalho, que segue com uma taxa de desemprego historicamente baixa, tem sido um motor importante para o consumo, embora com sinais de desaceleração nos rendimentos.

A inflação, por outro lado, continua sendo o principal desafio. A inflação cheia e as medidas subjacentes mantiveram-se acima da meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional, com as expectativas para 2025 e 2026 ainda em valores elevados. De acordo com as últimas projeções da pesquisa Focus, as expectativas de inflação para os próximos dois anos permanecem em 5,2% e 4,5%, respectivamente.

O Comitê também alertou para o fato de que expectativas desancoradas de inflação são um fator que aumenta o custo da desinflação, exigindo uma restrição monetária por um período mais prolongado para garantir que a inflação se alinhe à meta.

Leia Mais

Foto: Divulgação / Arquivo

Ex-presidente do BRB é preso pela PF em nova fase da Operação Compliance Zero

16 de abril de 2026
ESTREITO DE ORMUZ

Estados Unidos iniciam bloqueio no Estreito de Ormuz nesta segunda (13)

13 de abril de 2026

Decisão de Política Monetária: interrupção no ciclo de alta de juros

A decisão de elevar a Selic foi influenciada pela necessidade de controlar as expectativas inflacionárias e garantir que a política monetária restritiva continue a fazer efeito. Contudo, o Copom reconheceu que o ciclo de alta de juros foi rápido e firme, e que os impactos dessa política ainda estão por vir, devido aos atrasos naturais no efeito das taxas de juros sobre a economia real.

Por essa razão, o Comitê decidiu interromper o ciclo de aumento de juros, permitindo tempo para avaliar os efeitos dos ajustes já realizados. A ideia é observar a convergência da inflação à meta e ajustar a política monetária de acordo com a evolução da economia.

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, e os demais membros do Copom enfatizaram que a política monetária ainda precisará ser mantida em patamar restritivo por um período considerável. A interrupção no ciclo de alta de juros será cuidadosamente observada e o Copom não hesitará em prosseguir com o ciclo de ajustes, se necessário, para garantir a estabilidade econômica.

Desafios adicionais para o BC: juros e expectativas de inflação desancoradas

O Copom também discutiu o impacto das políticas fiscais sobre a política monetária, ressaltando que a fiscalização do orçamento e reformas estruturais são fundamentais para conter as pressões sobre a dívida pública e a taxa de juros neutra. A continuidade da fiscalização rígida e a implementação de reformas estruturais são vistas como cruciais para reduzir os riscos para a inflação e garantir a estabilidade econômica.

Além disso, o Comitê indicou que o cenário de alta volatilidade cambial e expectativas desancoradas exigem cautela e vigilância contínua, principalmente devido aos riscos de aumento da inflação e maior volatilidade nos mercados financeiros.

A decisão de manter a Selic em 15% reflete a visão do Copom de que a inflação é um desafio estrutural que exige um controle rigoroso de políticas monetárias, com ênfase na ancoragem das expectativas inflacionárias.

A estratégia do Banco Central será de manter uma restrição monetária contínua, monitorando de perto os efeitos das medidas e ajustando sua atuação conforme necessário. A estabilidade econômica e o pleno emprego são os objetivos de longo prazo, mas para alcançá-los, o Brasil enfrentará um período de ajuste rigoroso.

Análise de Fábio Kanczuk sobre os juros

Para Fábio Kanczuk, a ata do Copom foi levemente mais “dove”, mas não deve provocar movimentos significativos no mercado. O diretor destaca que, apesar de o Comitê ter reconhecido uma melhoria no cenário externo e uma desaceleração gradual da economia doméstica, a necessidade de um ajuste fiscal e o impacto potencial na redução do prêmio de risco foram abordados com cautela. A inflação, que apresentou surpresas baixistas no curto prazo, foi outro ponto positivo destacado.

“Acreditamos que, a menos de uma mudança muito brusca de cenário, o Copom não alterará o patamar de juros, que permanecerá em 15% por várias reuniões.” destaca Kanczuk.

Leia mais notícias e análises clicando aqui

Conheça nosso canal no YouTube

Fugindo de uma tempestade na Antártida, navio alemão avista mancha escura no gelo e descobre ilha de 130 metros e 16 metros de altura que não existia em nenhum mapa

Sócrates, filósofo ateniense, disse: “O amigo deve ser como o dinheiro; antes de precisar dele, é necessário saber o seu valor”

A Holanda Brasileira: cidade de 15 mil habitantes que nasceu de um fracasso pecuário e guarda uma cápsula do tempo que só será aberta em 2108

A cidade mais antiga do Brasil foi fundada no ano de 1532, resiste ao tempo sendo considerada o 1º assentamento urbano do país e teve a primeira eleição de todo o continente americano

Esqueça a esmeralda, pois esta gema verde-amarela de 1944 só existe no Brasil e surge como um tesouro raro na alta joalheria

Dois arquitetos chilenos transformam lã de ovelha descartada em isolante térmico e constroem cabanas gastando 70% menos energia

Quem somos

A BM&C News é um canal multiplataforma especializado em economia, mercado financeiro, política e negócios. Produz conteúdo jornalístico ao vivo e sob demanda para TV, YouTube e portal digital, com foco em investidores e executivos.

São Paulo – Brasil

Onde assistir

Claro TV+ – canal 547
Vivo TV+ – canal 579
Oi TV – canal 172
Samsung TV Plus – canal 2053
Pluto TV

Contato

Redação:
[email protected]

Comercial:
[email protected]

Anuncie na BM&C News

A BM&C News conecta marcas a milhões de investidores através de TV, YouTube e plataformas digitais.

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar

Adicionar nova lista de reprodução

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.