Ofertas de certificados de recebíveis, debêntures e follow-ons compõem o novo cenário aguardado para o mercado de capitais
O Banco Central, por fim, deu início ao aguardado ciclo de alívio. Na quinta reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de 2023, realizada terça-feira passada, a taxa básica de juros da economia foi reduzida pela primeira vez em três anos. A magnitude do corte era esperada em certa medida, mas não a principal aposta dos agentes financeiros. A taxa caiu 0,50 ponto percentual, para 13,25% ao ano.
A média das projeções dos economistas apontava para uma queda de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros — e esse também era o desejo de quatro diretores do BC. Mas outros quatro membros do Copom votaram pelo ajuste de 0,50 ponto, decisão acompanhada pelo presidente da autoridade monetária. O mercado se surpreendeu com a forma como Roberto Campos Neto, que sempre adotou um tom mais duro sobre o controle da inflação e grande dose de parcimônia com a redução de juros, desempatou a votação.

