A temporada de resultados do segundo trimestre de 2026 ganha tração nesta semana, com balanços de grandes companhias no radar dos investidores. Entre os destaques estão os números do Santander, da WEG e da Neoenergia, que mostram desempenhos distintos em setores relevantes da economia.
Santander tem alta global, mas operação brasileira recua no trimestre
O Santander registrou lucro líquido ajustado de € 3,768 bilhões no segundo trimestre de 2026.
O resultado representa crescimento de 17% em relação ao mesmo período do ano passado. Desconsiderando os efeitos cambiais, a alta foi de 15%.
O lucro líquido contábil somou € 3,518 bilhões no trimestre, ficando estável na comparação anual.
O retorno sobre o patrimônio ajustado atingiu 13,9% entre abril e junho, ante 13,3% no primeiro trimestre.
O banco encerrou o período com índice de eficiência de 42,8%. Já o custo de risco ficou em 1,15%, ante 1,14% em março.
No Brasil, o Santander registrou lucro líquido atribuível à holding de € 551 milhões no segundo trimestre, o equivalente a cerca de R$ 3,3 bilhões pelo câmbio médio do período.
O resultado representa queda de 3% ante o primeiro trimestre, em cálculo que exclui efeitos cambiais.
Os dados aparecem no balanço divulgado pela matriz do grupo espanhol. A subsidiária brasileira informará seus resultados consolidados em 29 de julho, antes da abertura dos negócios na B3.
Os números das duas divulgações não são diretamente comparáveis, por causa de diferenças nos critérios contábeis.
No primeiro semestre de 2026, o lucro atribuível à holding da operação brasileira somou € 1,093 bilhão. O Brasil manteve a posição de segunda maior operação do grupo em lucro, atrás da Espanha.
O desempenho do Santander entra no radar da temporada por mostrar avanço no consolidado global, mas também por manter a atenção sobre a operação brasileira, em meio ao acompanhamento de rentabilidade, custo de crédito e qualidade dos ativos.
WEG registra lucro de R$ 1,559 bilhão
A WEG registrou lucro líquido de R$ 1,559 bilhão no segundo trimestre de 2026.
O resultado representa queda de 2,1% em relação ao mesmo período do ano passado.
A receita líquida somou R$ 10,143 bilhões, recuo de 0,6% na comparação anual. Em relação ao primeiro trimestre, porém, houve alta de 7,1%.
O Ebitda atingiu R$ 2,212 bilhões, também com queda de 2,1% frente ao segundo trimestre de 2025.
A margem Ebitda ficou em 21,8%, queda de 0,3 ponto percentual na comparação anual e de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.
O retorno sobre o capital investido, o ROIC, atingiu 33,6% no segundo trimestre, alta de 0,7 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado.
Os números da WEG são acompanhados de perto pelo mercado por refletirem a dinâmica de demanda industrial, margens e rentabilidade em uma das companhias mais relevantes da Bolsa brasileira.
Neoenergia tem queda de 45% no lucro
A Neoenergia registrou lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 900 milhões no segundo trimestre de 2026.
O resultado representa queda de 45% em relação ao mesmo período do ano passado.
No acumulado do primeiro semestre, o lucro somou R$ 2,184 bilhões, recuo de 17% na comparação anual.
Segundo a companhia, o desempenho foi impactado principalmente pela piora do resultado financeiro, que ficou negativo em R$ 1,817 bilhão no trimestre.
O Ebitda da Neoenergia somou R$ 3,554 bilhões entre abril e junho, avanço de 11% em relação ao segundo trimestre de 2025.
A margem bruta alcançou R$ 4,635 bilhões no período, crescimento de 5% na comparação anual.
No perfil de endividamento, a alavancagem medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ficou em 3,48 vezes ao fim do trimestre, ante 3,41 vezes um ano antes.
O balanço mostra que, apesar do avanço operacional, o resultado final da companhia foi pressionado pelo cenário financeiro, em meio a juros elevados e maior nível de endividamento.














