O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou nesta segunda-feira (25) que o relatório final da PEC que acaba com a escala 6×1 terá uma transição de um ano para a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Segundo Motta, a proposta prevê uma redução inicial de duas horas após 60 dias da promulgação da PEC. Depois de 12 meses, haveria nova redução de duas horas, completando a jornada de 40 horas semanais.
O presidente da Câmara afirmou que esse prazo busca dar tempo para os setores econômicos se organizarem. Motta também disse que há três pontos considerados inegociáveis na proposta: o fim da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho e a manutenção dos salários. De acordo com ele, Câmara e governo têm convergência sobre esses pontos e trabalham para construir um texto equilibrado entre as demandas dos trabalhadores e as preocupações do setor produtivo.
Ministro do trabalho defende fim da escala 6×1
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, também defendeu a mudança. Ele afirmou que a jornada de 40 horas já era uma pauta discutida desde a Assembleia Constituinte de 1988 e disse que a demanda ganhou força especialmente entre jovens e mulheres.
Para Marinho, a medida pode melhorar a produtividade, ajudar no preenchimento de vagas abertas e reduzir faltas no ambiente de trabalho. Em declarações anteriores na Câmara, Marinho já havia defendido a redução da jornada para 40 horas semanais de forma imediata, sem redução salarial e com duas folgas por semana.
Segundo ele, entre cerca de 50 milhões de vínculos empregatícios, aproximadamente dois terços já funcionam no modelo 5×2, enquanto cerca de 15 milhões de brasileiros trabalham na escala 6×1.














