O Brasil é o quinto maior mercado de destino das exportações chilenas, depois da China, Estados Unidos, Japão e Índia. Entre janeiro e abril de 2026, o volume alcançou US$ 897 milhões, o que representa 4,72% do total. Os dados são do ProChile, instituição do Ministério das Relações Exteriores do Chile responsável pela promoção comercial do Chile no exterior e que marca presença na APAS Show 2026, que acontece de 18 a 21 de maio (segunda a quinta-feira), no Expo Center Norte/SP.
Durante o evento, 22 exportadores apresentarão ao público brasileiro a diversidade, a cultura, e a ampla oferta de produtos premium que carregam a forte identidade regional do Chile como frutas frescas e secas, vinhos, cervejas, pisco, azeite de oliva, e queijos consumidos em todo o mundo.
O salmão e truta lideram o ranking e exportaram US$ 359 milhões no período, o que representa 40,03% do total e um crescimento de 3,6% nos primeiros quatro meses do ano. A pesca e aquicultura totalizaram US$ 365 milhões (+3,3%).
Em segundo lugar os vinhos que registraram US$ 64 milhões no período (+17,6%). Nessa categoria, destacam-se os embarques de vinhos tintos engarrafados, totalizando US$ 31 milhões (+28,3%); seguidos pelos vinhos brancos engarrafados (Riesling, Pinot Blanc, blends e outros), com US$ 8 milhões (+38,7%); e pelos vinhos tintos Cabernet Sauvignon engarrafados, com US$ 6 milhões (+7,6%).
O Brasil é o primeiro destino das exportações chilenas em nível global e seu crescimento é uma resposta a indústria de menor demanda de outros destinos como China e EUA, redirecionando seus esforços a um mercado consolidado e condições logísticas mais acessíveis. “O desafio, e o objetivo do nosso trabalho com empresas e associações do setor, é promover uma oferta mais premium, rótulos de maior valor agregado e, ao mesmo tempo, atingir outros estados do país além do Rio de Janeiro e São Paulo, aproveitando o crescimento do turismo nos estados do Nordeste brasileiro”, explica Hugo Corales, diretor de ProChile no Brasil.
Os embarques de frutas frescas totalizaram mais de US$ 56 milhões no período de janeiro a abril. Nessa categoria, houve crescimento notável nos embarques de cerejas frescas, com US$ 7 milhões (+47,8%); kiwis frescos, com US$ 7 milhões (+26,4%); e tomates processados (em conserva, purê e suco), com US$ 5 milhões (+125,3%). Os embarques de nozes totalizaram US$ 3 milhões (+89,5%). As exportações de avelãs atingiram US$ 2 milhões (+957,1%) e as de amêndoas, US$ 1 milhão (+426,4%). Azeite de oliva totalizou US$ 9 milhões representando aumento de 42,5%. As exportações agrícolas totalizaram US$ 123 milhões (-0,9%).
“O principal mercado das cerejas é a China, mas gradualmente começou a explorar novos mercados, incluindo o Brasil. Essa fruta é muito apreciada por seus atributos, como textura, doçura e tamanho, e tem sido muito bem recebida pelos brasileiros, consumidores mais acostumados a outros tipos de frutas tropicais com características diferentes”, analisa Hugo.
Em geral, os envios de agroalimentos (categoria que reúne itens de origem animal e vegetal) somaram US$ 557 milhões entre janeiro e abril deste ano, o que representa 61,53% das exportações chilenas no período. Em 2025, estes mesmos produtos somaram mais de US$ 1,533 bilhão representando 57,37% das exportações chilenas ao Brasil.
Corales explica que as exportações chilenas ao mercado brasileiro se mantêm na casa dos US$ 4,6 bilhões, enquanto as importações provenientes do Brasil variaram entre US$ 7 bilhões e US$ 9 bilhões no período. Os dados reforçam o peso estratégico da relação comercial e indicam espaço para ampliação da corrente de comércio, especialmente em setores de maior valor agregado.
“A forte relação entre os dois países faz do Brasil nosso principal mercado exportador na América Latina. Quase 100% do salmão, mais de 44% do vinho importado e a liderança mundial em cerejas e frutas secas vêm de um único vizinho a menos de 4 horas de voo. Os acordos comerciais, a robusta malha áerea e facilidade logística posiciona o Chile como parceiro estratégico e competitivo para o mercado brasileiro”, diz Corales.












