A pesquisa nacional da Futura Inteligência, instituto de pesquisa da Apex Partners, divulgada nesta segunda-feira (11), mostra o presidente Lula numericamente à frente nos principais cenários de primeiro turno para a eleição presidencial de 2026. O levantamento também aponta Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula em uma simulação direta de segundo turno.
No primeiro cenário testado, Lula aparece com 38,3% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 36,1%. Na sequência aparecem ninguém, branco ou nulo, com 5,5%; Ciro Gomes e Ronaldo Caiado, ambos com 4,4%; NS/NR ou indecisos, com 4,1%; Romeu Zema, com 3,6%; Renan Santos, com 1,5%; Augusto Cury, com 1,4%; Cabo Daciolo, com 0,6%; e Aldo Rebelo, com 0,1%.
Em um segundo cenário de primeiro turno, Lula registra 38,1%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 37,4%. Ronaldo Caiado tem 5,7%, seguido por NS/NR ou indecisos, com 4,5%, Renan Santos, com 2,3%, Augusto Cury, com 1,5%, Cabo Daciolo, com 1,4%, e Aldo Rebelo, com 0,7%. Ninguém, branco ou nulo somam 8,4%.
Pesquisa Futura Inteligência: Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula no 2º turno
Nas simulações de segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Lula, com 46,9% contra 44,4%. Ninguém, branco ou nulo somam 6,7%, enquanto NS/NR ou indecisos representam 1,9%. A diferença deve ser lida considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
Em outros cenários de segundo turno, Lula vence Ronaldo Caiado por 45,1% a 36,9%, Romeu Zema por 46,0% a 37,8% e Ciro Gomes por 41,4% a 37,8%. Já Flávio Bolsonaro também aparece à frente de Fernando Haddad, com 47,8% contra 36,2%, e de Ciro Gomes, com 45,5% contra 37,0%.
O levantamento também testou disputas envolvendo Fernando Haddad. Contra Ronaldo Caiado, Haddad aparece com 38,9%, ante 32,8% do governador de Goiás.
Contra Romeu Zema, Haddad tem 39,0%, enquanto o governador de Minas Gerais registra 35,6%.
Lula tem maior rejeição, seguido por Flávio Bolsonaro
A pesquisa também mediu a rejeição dos nomes testados. Lula aparece com o maior percentual entre os eleitores que dizem não votar em determinado candidato de jeito nenhum, com 47,4%. Em seguida vêm Flávio Bolsonaro, com 43,8%, e Fernando Haddad, com 31,9%.
Ciro Gomes registra rejeição de 17,9%, Romeu Zema tem 17,3%, Cabo Daciolo aparece com 15,9%, Ronaldo Caiado tem 15,3%, Renan Santos marca 13,2%, Aldo Rebelo tem 11,7% e Augusto Cury registra 11,2%.
Avaliação dos Poderes mostra maior desaprovação ao Congresso
A avaliação dos Poderes mostra que o Congresso tem o maior índice de desaprovação entre as instituições avaliadas. Segundo a pesquisa, 60,1% desaprovam o Congresso, enquanto 26,1% aprovam. O STF é desaprovado por 54,3% e aprovado por 33,9%. Já o presidente tem aprovação de 44,9% e desaprovação de 51,8%.
Na avaliação direta do presidente, 37,5% consideram o governo ótimo ou bom, 15,6% avaliam como regular e 45,7% classificam como ruim ou péssimo. Outros 1,2% não souberam ou não responderam.
Eleitores também opinam sobre STF, anistia e divisão política
A pesquisa aponta que 57,0% dos entrevistados são a favor do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, enquanto 27,2% são contra e 15,9% não souberam ou não responderam.
Sobre a anistia dos atos de 8 de janeiro, 37,0% se dizem contra a anistia para qualquer pessoa. Outros 31,5% são a favor da anistia para todos, 20,3% não souberam ou não responderam, 7,1% defendem anistia apenas para alguns casos e 4,1% escolheram outra opção parcial apresentada no levantamento.
O levantamento também perguntou sobre a percepção de divisão política no país. Para 33,5%, o país está dividido e o eleitor está cansado disso. Outros 28,3% dizem que o país está dividido e estão do lado do presidente Lula, enquanto 23,7% afirmam estar do lado do ex-presidente Bolsonaro. Para 8,9%, o país não está dividido.
Situação financeira e apostas
No recorte sobre situação financeira, 44,8% dos entrevistados afirmam ter dívidas, mas dizem estar conseguindo pagar. Outros 24,1% afirmam estar sem dívidas, 16,3% dizem ter dívidas e estar com dificuldade para pagar, e 13,0% afirmam ter dívidas e não estar conseguindo pagar.
A pesquisa também abordou apostas em bets e jogos de celular com dinheiro. Segundo o levantamento, 81,6% dizem nunca ter jogado, 12,0% já jogaram mas não jogam mais, 4,4% já jogaram algumas vezes e 1,5% afirmam jogar com frequência.
Metodologia
A pesquisa ouviu 2.000 eleitores brasileiros com 16 anos ou mais, em 870 cidades. As entrevistas foram feitas por telefone, com a técnica CATI. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com índice de confiança de 95%.
O período de coleta foi de 4 a 8 de maio de 2026, e o registro da pesquisa é BR-03678/2026.














